Publicado em Blog, Direitos Humanos & Terceiro Setor, Produção

17 de maio – Dia Internacional de Combate à LGBTfobia

SINT-IFESgo integra ações do 17 de maio, dia internacional de combate à LGBTfobia

O SINT-IFESgo participou hoje, 17 de maio, de audiência pública sobre o “Dia Internacional e Estadual de Combate à LGBTfobia”, realizada na Assembleia Legislativa de Goiás, por iniciativa da deputada estadual Isaura Lemos, da vereadora de Goiânia Tatiana Lemos e do vereador de Aparecida de Goiânia William Panda.

Na oportunidade foi realizada homenagem a ativistas LGBTs do Estado, dentre as quais nossa diretora de Relações Étnico-Raciais, Gênero e Diversidade Sexual do SINT-IFESgo, Michely Coutinho, que recebeu o Prêmio Orgulho LGBT. Michely Coutinho, que iniciou seu ativismo ainda no movimento estudantil, foi uma das cofundadoras do Coletivo Colcha de Retalhos em 2005, primeiro coletivo LGBT da UFG, juntamente com o nosso atual vice-diretor da pasta Dorivan Borges Filho. Juntos, agora como técnico-administrativos, integraram importantes ações como a comissão que criou a Coordenadoria de Ações Afirmativas da UFG (CAAF/UFG) e a que regulamentou a adoção do nome social na universidade. Também foram homenageados durante a audiência pública Lucas Fortuna, também cofundador do Colcha de Retalhos, assassinado em 2011 vítima de LGBTfobia, bem como seu pai Avelino Fortuna, o Pardal, que hoje milita pelos direitos LGBTs, integrando o movimento nacional “Mães pela Diversidade”.

A data de hoje marca um histórico de luta pelos direitos LGBTs. Entre 1948 e 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a Assembleia Geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, a partir do qual a homossexualidade não constituiu-se mais como doença, distúrbio ou perversão, e sim livre manifestação da sexualidade humana, como a heterossexualidade.

O SINT-IFESgo integra diversas ações sindicais, institucionais e do movimento social na luta diária contra a LGBTfobia e está à disposição da categoria para toda e qualquer denúncia que implique em assédio ou discriminação no ambiente de trabalho. Respeito e tolerância são fundamentais para o alcance de qualidade de vida no trabalho e o exercício da plena cidadania. Aproveitamos a oportunidade para convidar todas trabalhadoras e trabalhadores técnico-administrativos para a primeira reunião do Grupo de Estudos “Trabalho, Diversidade e Sociedade” do nosso GT Diversidade, lançado no último Março Mulher pelo SINT-IFESgo. O texto escolhido é o “​Teoria Queer uma política pós-identitária para a educação​​”, de Guacira Lopes Louro. Os encontros serão realizados ordinariamente nas últimas terças-feiras de cada mês. E no mês de maio será no dia 29 às 17h no Auditório da Sede Administrativa do SINT-IFESgo. Para mais informações e recebimento do texto em pdf, envie email para diversidade@sint-ifesgo.org.br.

SINT-IFESgo é Diversidade!

Fonte: http://www.sint-ifesgo.org.br/noticias/5516/

Fotos:

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Publicado em Feminismo, Produção

O papel da mulher nos dias de hoje

Roda de conversa “O papel da mulher nos dias de hoje” no evento “Celebrando a mulher mãe” da Superintendência de Vigilância em Saúde (SUVISA/Goiás), em 14 de maio de 2018, às 14 horas.

REFERÊNCIAS
Para referências, envie email para contato@michelycoutinho.com.br.

Publicado em Produção, Trabalho

A Lei Áurea e a nova colonização do trabalhador: seus direitos políticos

Confira a matéria sobre a Lei Áurea e as novas formas de trabalho escravo e assédio com em entrevista que destaco uma nova forma de exploração do trabalhador no século XXI: a colonização dos direitos políticos. Apenas mais recentemente a Justiça passou a autuar com mais veemência sobre empresas que praticam a coação de funcionários para participar de manifestações políticas alinhadas à preferência partidária dos patrões, como foi o caso da Sky noticiado na imprensa. Em ano eleitoral esse tipo de coação se torna ainda mais comum nas relações de trabalho públicas e privadas e é preciso que o funcionário que se sinta lesado faça as devidas denúncias em seu sindicato ou nos órgãos de fiscalização. Lamentavelmente, em pleno 2018 ainda estamos discutindo escravidão e outros retrocessos que acreditávamos constar em um passado sombrio. A reforma trabalhista na prática retroage a várias condições de exploração e indignidade. Sem generalizações, mas várias são as reflexões e constatações que nos demonstram que a escravidão no Brasil nunca foi extinta por completo. Como diz o economista Hélio Santos, o dia 14 de maio de 1888 é o mais longo dos dias da história brasileira, e ainda não acabou.
 
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