31/07/2013 by Fernando Mesquita 36 Comments
No cotidiano de qualquer atividade, é fácil esquecer do que realmente importa. Pode ser em um relacionamento, no trabalho, nos estudos. Toda atividade tem seus pontos básicos, que no dia-a-dia acabam sendo negligenciados, quando poderiam muito bem ser utilizados como suporte quando não sabemos mais o que fazer.
Com os estudos, óbvio, isso não é diferente. Se você estuda há algum tempo para concursos, deve ter entendido que há 3 (quiçá 4) pontos que são os mais importantes e que englobam toda a preparação para os concursos. Falaremos disso em alguns parágrafos.
Mas é claro que o básico é fácil de esquecer, porque ele fica submerso em uma pilha de técnicas, habilidades, conceitos e sugestões que muitas vezes ouvimos. Termos jogados no ar, como “horas líquidas”, “mapas mentais”, “habilidades”, “áreas”… Tudo isso parece às vezes muito complexo, mas muitas das pessoas que passam em concursos – pasmem – não chegam a ouvir nada disso. Elas reconhecem, de forma quase intuitiva, que há essas quatro atividades – o básico – que coordenam a aprovação dos candidatos. Nomeei essa sequência, carinhosamente, de Ciclo EARA.
Um ciclo não tem fim. Ele continua indefinidamente, até que algum evento crie uma quebra na estrutura dele. No nosso caso, essa quebra é a aprovação no concurso desejado, que virá mais rápido do que você espera.
O ciclo EARA compreende
Estudo -> Aplicação -> Revisão -> Adaptação.
A lógica é simples:
Estudo é tudo aquilo que estabelece os primeiros contatos com um conteúdo. Você lê um livro, um artigo, tem uma aula.
Aplicação é a transformação do estudo em atividades. Exercícios objetivos, redações, questões discursivas. Como mostram diversos estudos sobre o assunto, a aplicação é fundamental no processo de fixação dos conteúdos estudados.
Revisão é o resgate do conteúdo estudado. Em um mundo ideal, nós passaríamos uma pequena parte do tempo apenas estudando e a maior parte do tempo aplicando e revisando aquilo que foi estudado. Isso porque é importante otimizar seu tempo, cuidar para que cada hora estudada seja uma hora armazenada, seja por meio de resumos, seja por meio de mapas mentais, comentários de questões, esquemas, desenhos, o que quer que funcione para você.
Adaptação, por fim, é o final e o reinício do processo e é uma fase que muitas pessoas negligenciam. Adaptação é fundamental para qualquer processo (e ainda vamos falar muito deles). Adaptação refere-se a aproveitar o que é bom, ajustar o que está errado e procurar reforçar aquilo que funciona, junto com descobrir novas práticas – e falo disso constantemente com os alunos do Coaching, mesmo que eles às vezes não percebam que se trata desse ponto específico). É o avaliar, a partir de registros feitos, quais são seus gargalos, em quais disciplinas você tem mais dificuldades, em quais tem mais facilidade, como foi nos simulados que fez, quanto tempo de estudos tem e como evoluir a partir daí.
O processo pode parecer complexo em princípio, mas é importante reconhecer que tudo é complexo pela primeira vez, até que se entenda o básico. E o básico é isso. Todo o resto está ali dentro, acredite ou não.
Fixe o básico. Quando tudo parecer estranho ou perdido, use-o como uma estrutura, como um porto seguro para reorganizar as ideias.
Este é o impacto que o Ciclo tem na vida das pessoas:

Bons estudos e sucesso,
Fernando Mesquita
Nota: depois que este artigo foi escrito, ideias foram se sobrepondo e o tema virou um livro, que você pode adquirir neste link.
É uma coletânea das melhores ideias e das melhores práticas nos estudos. Um texto expandido e ampliado, que começou exatamente nesta página que você está lendo.
Boa leitura.
E, se você quiser se aprofundar um pouco mais no tópico, gravei um vídeo onde exponho detalhes do método.
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Não temos como fugir disso.



Oras, é claro que essa é uma afirmação audaciosa. Mas, considerada uma prova, qualquer prova do Cespe, posso afimar categoricamente que se você fizer 90% da prova, você será o primeiro colocado. Você pode estar pensando “Oh, grande novidade. Ninguém faz 90% da prova”. Bom, primeiro, não sei se isso é verdade (embora eu pretenda averiguar esse tipo de informação no Concursandos – o livro). Em segundo lugar, o fato de uma afirmação como essa poder ser feita significa que há certos patamares. Nossa amostra não é grande o suficiente para ter 100% de certeza, mas posso afirmar para você que, em um concurso do Cespe que tenha pelo menos 20 vagas, uma nota equivalente a 76% da prova praticamente garante sua aprovação. (Isso é tão bonito que deveria tornar-se um enunciado. bom… por que não?)
Se você já estuda há algum tempo, sabe que a persistência é a maior vencedora nesse ramo. Portanto, o melhor que você tem a fazer é se concentrar no processo e deixar o estudo fluir. A “massa” a que me refiro é aquela que não é aprovada, não estuda direito, não se esforça e se acha no direito de criticar o sistema. A “massa” não é servidora pública e provavelmente nem vai ser (o que, inclusive, é um excelente mecanismo de seleção de pessoas que entendem que lidar com o sistema é parte do trabalho). A “massa” são as pessoas que tiram menos do que o mínimo para o corte. É o pessoal que fica com menos de 63 pontos na prova da PRF. Você faz parte da massa? A maioria de nós já fez parte da massa (e não me refiro às mentes privilegiadas que estudaram para o primeiro concurso e passaram porque, bem, eles são ‘pontos fora da curva’). A maioria dos aprovados já passou por ela, mas foi capaz de subir. Se você quer sair da massa, estude, aplique-se e adquira uma estratégia. Uma das formas mais rápidas de fazer isso, sem dúvida, é
Estratégia é saber o que estudar, onde se focar, o que responder, onde investir. Muitas vezes, assumimos certa resistência em relação a novos comportamentos que são necessários. Às vezes, uma mudança de banca nos obriga a rever toda a estratégia. A prova do Bacen de 2013 será igual à última? Dificilmente. Assim como a prova de AFT foi diferente da anterior. Especificamente sobre provas do Cespe, a maior dificuldade que os candidatos enfrentam é uma grande resistência em relação a não responder as questões. Oras, esse comportamento é compreensível. A maioria dos candidatos faz, ao longo de sua “carreira” provas que são de múltipla escolha. Essas, via de regra, não penalizam as respostas erradas (a exemplo do que faz o Cespe). Portanto, as notas tendem a ser muito mais altas do que em provas de Certo ou Errado (geralmente, com o primeiro colocado com pontuação em torno de 90% da prova). Os pontos mais importantes da estratégia em relação ao Cespe são os seguintes: