Publicado em Michely Coutinho, Na mídia

Simone Tebet mostra força, enquanto Bolsonaro se deixa levar pela misoginia

Ciro foi o segundo melhor e Lula não perdeu pontos, mas também não ganhou; análises são do cientista político Lehninger Mota e da advogada Michely Coutinho, ouvidos pelo Diário do Estado

Em 29/08/2022 | 15:30

A pesquisa Datafolha realizada com eleitores indecisos mostrou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi quem se saiu pior no debate realizado na noite de domingo, 28, organizado pela Folha, UOL e tvs Bandeirantes e Cultura. Já quem se saiu melhor, segundo a análise dos eleitores ouvidos na pesquisa, foi Simone Tebet, do MDB. Lula foi apontado por 21% dos entrevistados como o segundo pior da noite (Bolsonaro ficou com 51%).

Ouvido pelo Diário do Estado (DE), o cientista político Lehninger Mota concorda que Simone foi a candidata à presidência da República que se saiu melhor, seguida de Ciro Gomes (PDT). “O debate de ontem [domingo, 28] teve algumas nuances muito importantes. A primeira foi quem venceu o debate. Eu diria que quem se saiu melhor foi Simone Tebet e o Ciro Gomes, que foram bem categóricos nas suas afirmações. Falaram com firmeza e com precisão, sabendo atacar no momento certo e falar de propostas em outros momentos”.

• Compartilhe essa notícia no Whatsapp• Compartilhe essa notícia no Telegram

Ele considerou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) muito na retaguarda, se esquivando bastante, não sendo muito incisivo, não atacando muito e sendo vem perseguido, apanhando de ambos os lados, já que está na frente das pesquisas. Bolsonaro, por sua vez, confirmou sua dificuldade com o público feminino ao atacar a jornalista Vera Magalhães.

LEIA TAMBÉM

• Senadores, deputados federais e estaduais; você sabe o que eles fazem?• Pesquisa Ipec: Lula mantém vantagem e convicção de voto aumenta• Propaganda do Major Vitor Hugo é suspensa por tempo excessivo de Bolsonaro

“Este é um público que ele precisa conquistar, mas cometeu um erro, um pecado em termos de estratégia de campanha. No Jornal Nacional ele conseguiu ter calma, acertou o tom, mas ontem perdeu as estribeiras e agrediu com palavras a jornalista Vera Magalhães, causando grande comoção em mulheres, artistas, em todo mundo”.

Para Lehninger Mota, os debates seguirão a mesma linha, ou seja, vão tentar desconstruir a figura de Lula, que está à frente das pesquisas, e salientar os pontos negativos do governo Bolsonaro. “Vão tentar desconstruir os principais. Lula não ganhou pontos, mas não perdeu. Bolsonaro perdeu pontos. Ciro foi bem. Simone foi bem. A candidata Soraya Thronicke (União Brasil) teve seus momentos para deixar de ser uma mera desconhecida. Teve seus momentos, mas não chegou nem perto de Simone”, avaliou.

Apesar disso, ele acredita que debates eleitorais são acompanhados por grupos específicos de eleitores, então, possuem um efeito limitado. “É preciso ressaltar que os indecisos usam os debates eleitorais para decidir seus votos e para reforçar as preferências de quem já as têm”.

Temas fundamentais

Para a advogada e educadora Michely Coutinho, o debate da Band oportunizou aos eleitores um retrato assertivo sobre as propostas (ou falta delas), os valores e a visão de país de cada candidato e candidata. “Grandes temas fundamentais do Executivo Federal foram debatidos, alguns na profundidade possível que o tempo permite, incluindo a separação entre Estado e religião, e a tolerância e laicidade”.

Advogada Michely Coutinho diz que debate permitiu retrato assertivo sobre as propostas de cada candidato (Foto: Arquivo pessoal)

Para ela, embora estejamos vivendo uma política polarizada nos últimos anos, ainda há muitos eleitores indecisos e, se o debate ainda não determinou a escolha, contribuiu para demonstrar em quem não votar. “Acredito que a cada debate, o Brasil ganha na construção pública sobre seus rumos pós-pandemia, que é a grande preocupação do povo”.

Para ela, Lula segue demonstrando a segurança e preparo de quem já liderou políticas públicas estruturais e fundantes para o país. “Ciro apresentou a perícia que possui sobre temas e detalhes específicos, mas não esconde seu ressentimento – o que lamento, pois acredito no espírito público dele”, diz.

Michely continua. “Simone Tebet se projeta como um grande nome do cenário nacional, e sinto que tem sido destaque das eleições, em vários relatos por onde tenho transitado, e a pesquisa Datafolha sobre o debate demonstra isso. E lamento mais uma vez que o atual ocupante do mais alto cargo da República transparece despreparo, deboche e desrespeito, que desconhece o país, marcos civilizatórios elementares e o papel das instituições para o desenvolvimento de uma sociedade e para a democracia”, afirma.

Michely Coutinho destada dois pontos de observação em relação ao debate de domingo à noite. O primeiro é que a política é a vida pública e o Estado por natureza. “Eu questiono como há candidatos à presidência da República que quase negam o Estado, como o Felipe do Partido Novo? Outro é a participação das mulheres no debate (e o desprezo sempre machista de Bolsonaro a elas)”. A advogada e educadora lembra que o golpe de 2016 à presidenta Dilma foi também misógino, e acompanhar o excelente preparo da Simone e da Soraya foi um contributo à participação das mulheres na política.

Fonte: https://diariodoestadogo.com.br/coluna/simone-tebet-mostra-forca-enquanto-bolsonaro-se-deixa-levar-pela-misoginia/

Publicado em Educação, Michely Coutinho, Na mídia, Produção, UFG, UFG/SIN/DMD

SIN / UFG participa do Seminário “Políticas Públicas para Mulheres em Goiás – Desafios e Perspectivas” (CONEM)

Ocorreu, neste dia 31 de maio, o Seminário “Políticas Públicas para Mulheres em Goiás – Desafios e Perspectivas”, evento organizado pelo CONEM – Conselho Estadual da Mulher.

O objetivo é a construção coletiva de uma plataforma de políticas públicas para as mulheres, a ser encaminhada para instâncias responsáveis pela elaboração e implementação dessas políticas públicas.

Após apresentação cultural da artista Thayná Janaína, formou-se a mesa de abertura, mediada pela presidenta do CONEM, Ana Rita de Castro, que contou com as ex-secretárias estaduais da Mulher, Denise Carvalho e Gláucia Teodoro Reis, a ex-senadora ex-secretária estadual da Cidadania, Lúcia Vânia, a ex-deputada federal Marina Sant’anna e a deputada estadual Adriana Accorsi.

O evento contou com três painéis, merecendo destaque o primeiro painel: “Mulheres educação não sexista, antirracista e diversidade”, coordenado por Michely Coutinho e relatado por Ludimila Cipriano, que contou com as expositoras Luciana de Oliveira Dias, Secretária de Inclusão (SIN/UFG) e Lúcia Rincón, professora da PUC GO.

A profa. Luciana Dias abordou cinco dimensões que devem ser consideradas nas propostas de politicas publicas para mulheres, quais sejam: a) o enfrentamento à lógica do patriarcado; b) o reconhecimento das mulheres diversas e plurais, especialmente das mulheres racializadas; c) o enfrentamento à situação de empobrecimento das mulheres; d) a consideração das sexualidades dissidentes; e) a percepção das mulheres e suas corporalidades e idades, compreendendo as especificidades das mães, idosas e mulheres com deficiência. A profa. Luciana Dias finalizou sua exposição apresentando a estrutura da recém criada Secretaria de Inclusão, na UFG e colocando mais esta instância a serviço da sociedade goiana no combate às violências contra as mulheres.

Importante registrar que o segundo painel, “Enfrentamento à violência contra a mulher”, que foi coordenado por Ana Rita de Castro e relatado por Ana Lucia e teve como expositoras: Heloísa de Castro, Psicóloga, que representou a Superintendência de Mulher e Igualdade Racial, e Rubian Correia Coutinho, titular da 63ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Mulher do Ministério Público de Goiás. O terceiro e último painel, “Mulheres e Autonomia econômica”, foi coordenado e relatado por Valéria Carvalho e Silva. E teve como expositoras: Evelyn de Castro Cruvinel, pesquisadora em Estatística do Instituto Mauro Borges, e Emília Marinho, economista e idealizadora e fundadora do “Goianas na Urna”.

O evento marcou a construção coletiva de uma plataforma de políticas públicas para as mulheres no Estado de Goiás.

CONEM 1
CONEM 2
CONEM 3
CONEM 4

Fonte: https://sin.ufg.br/n/155533-sin-ufg-participa-do-seminario-politicas-publicas-para-mulheres-em-goias-desafios-e-perspectivas