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Heteronormatividade e representação em Azul é a cor mais quente

Heteronormatividade e representação em Azul é a cor mais quente (2013)
Por Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro, no dia 2 de janeiro de 2014

O que é heteronormatividade e o que isso tem a ver com Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche?

Heteronormatividade é um conceito da teoria queer e do pensamento feminista e faz parte do debate intelectual e político contemporâneo sobre sexo, gênero e sexualidade. O termo designa a constituição da heterossexualidade como norma de comportamento, que se verifica em diversos contextos sociais. A heteronormatividade – ou heterossexualidade normativa, ou heterossexualidade compulsória – complementa a convenção da hierarquia de gênero, que privilegia o masculino sobre o feminino, com a interdição da homossexualidade como parte de formas de vida singulares, que produzem sentidos e efeitos não contidos nos horizontes imaginativos da heterossexualidade normativa.

A eficácia social e simbólica da heteronormatividade é perceptível na dificuldade de se pensar em relacionamentos homossexuais sem enquadrar as pessoas envolvidas em categorias características de relacionamentos heterossexuais. Essa dificuldade se manifesta, particularmente, nas recorrentes (e em geral frustradas) tentativas de identificação, na relação, de um pólo ativo e de um pólo passivo, de uma parte que desempenha as funções simbólicas identificadas com a noção de “homem” e de outra que desempenha as funções simbólicas associadas à noção de “mulher”. De fato, não se trata de uma dificuldade restrita à forma como sujeitos heterossexuais imaginam as relações homossexuais: é frequente que, entre as próprias pessoas envolvidas nesse tipo de relação, exista a demanda (muitas vezes impensada ou inconsciente) de que as funções simbólicas sejam repartidas como se supõe que deve acontecer num relacionamento heterossexual.

Se a heteronormatividade constitui nossos horizontes imaginativos, parte fundamental da luta contra a violência homofóbica reside na busca de desconstrução do imaginário heteronormativo, isto é, do conjunto de ideias pressupostas como se fossem formas naturais de construção de relacionamentos amorosos, entre quaisquer pessoas, como quer que se definam suas identidades. Quando Julie Maroh escreveu e desenhou o romance gráfico Le bleu est une couleur chaude, um de seus interesses era o de “banalizar a homossexualidade” e de, consequentemente, “chamar a atenção” de quem não duvida dos próprios preconceitos, de quem tem ideias falsas e de quem detesta homossexuais. Por meio da banalização da homossexualidade, o imaginário heteronormativo e os preconceitos, ideias falsas e sentimentos de ódio que o acompanham podem ser colocados em questão.

Azul é a cor mais quente (título original: La vie d’Adèle), a adaptação cinematográfica do romance gráfico de Maroh dirigida por Abdellatif Kechiche, pode ser considerado um prolongamento do esforço de banalização da homossexualidade que a artista francesa reivindica para si, ao pretender contar uma história de amor, como ela mesma reconhece: “Foi isso [a intenção de contar uma história de amor] que interessou Kechiche. Nenhum de nós tinha uma intenção militante.” Ao contarem histórias de amor entre mulheres como histórias de amor quaisquer, Maroh e Kechiche reconhecem o contexto de tensão psicológica, social e cultural que envolve a homossexualidade (como mostra, no caso do filme, a sequência da agressão de Adèle pelas colegas da escola, depois de a verem com Emma no dia anterior) e, ao mesmo tempo, procuram evidenciar seus aspectos banais, cotidianos (no que consiste a maior parte do filme, a meu ver).

Em La vie d’Adèle, a busca de representação do cotidiano de um relacionamento lésbico como um relacionamento qualquer se desdobra na encenação do sexo entre Adèle e Emma, assim como de sua convivência, com densidade de detalhes. A representação de uma história de amor entre mulheres talvez consiga perturbar, parcialmente, por si só, o imaginário heteronormativo. Entretanto, a forma de representação do relacionamento (e, particularmente, do sexo) entre as protagonistas do filme pode ser questionada (e o foi, como mostrarei a seguir) como parte do imaginário heteronormativo, em vez de uma perturbação de suas coordenadas. É por isso que Azul é a cor mais quente está atravessado pela questão da heteronormatividade, que evidencia a política da representação que constitui as imagens do filme.

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Principais críticas ao filme
Entre as diversas críticas dirigidas à forma de representação do relacionamento lésbico, em particular do sexo, encontra-se a da própria Julie Maroh, que escreveu: “Me parece claro que foi isso que faltou na tela: lésbicas”. Ela argumenta que, “com exceção de algumas passagens”, o filme encena o “sexo dito lésbico” de forma semelhante a certos filmes pornográficos destinados a homens heterossexuais, em que a encenação do sexo entre duas mulheres é subordinada ao prazer do espectador. Ela descreve as cenas de sexo como

uma ostentação brutal e cirúrgica, demonstrativa e fria do sexo dito lésbico, que parece com o pornô, e que me deixou muito desconfortável. Sobretudo quando, no meio de uma sala de cinema, todo mundo cai na gargalhada. Os/as heteronormativos/as, porque eles/elas não se identificam e acham a cena ridícula. Os homos e outras transidentidades, porque não é credível e porque eles/elas acham igualmente a cena ridícula. E, em meio aos únicos que não se ouve rir, há os eventuais caras que estão ocupados demais com a excitação diante da encarnação de um de seus fantasmas.

A situação que Maroh descreve na sala de cinema pode ser confirmada, com frequência, por qualquer espectador do filme. Os risos que acompanham as cenas de sexo pode se tornar uma fonte de estranhamento maior do que as próprias cenas, sobretudo se consideramos sua polissemia irredutível. Como sempre, é difícil interpretar os sentidos do riso, ou de sua ausência quando os outros riem. Seja como for, para Maroh, o estranhamento do riso é a evidência de um desconforto, que ela reconhece sentir “como lésbica”.

A comparação com o pornô – que reaparece em vários comentários sobre o filme de Kechiche – parece condensar os problemas de aspectos formais significativos de Azul é a cor mais quente, como o trabalho de encenação e de enquadramento. Ao mesmo tempo, a comparação indica um modo de compreensão do que está em jogo na produção do filme, em termos de relações de gênero, de trabalho e, em suma, de poder.

A importância dos close-ups no trabalho de encenação e de enquadramento do filme está associada ao argumento de Marie-Hélène Bourcier (na revista radiofônica queer Bang Bang, da Bélgica), que afirma que a câmera de Kechiche é como a câmera dos pornôs: uma “câmera-pau”, cujo dispositivo se destina à produção de prazer visual e sexual para o espectador homem heterossexual pressuposto. Assim como os close-ups proliferam em torno dos corpos das mulheres, em filmes pornô, para satisfazer o voyeurismo do espectador, os close-ups de Azul é a cor mais quente corresponderiam ao voyeurismo de Kechiche, que se concentraria, sobretudo, sobre a bunda e sobre a boca de Adèle Exarchopoulos, embora se projete, igualmente, sobre os corpos dela e de Léa Seydoux.

Efetivamente, a relação entre o diretor e as duas atrizes tornou-se objeto de polêmica, particularmente depois que, em diferentes entrevistas, Seydoux e, em menor medida, Exarchopoulos comentaram as dificuldades envolvidas nas filmagens, além de afirmarem que não pretendem trabalhar novamente com Kechiche. As exigências do diretor (que repetiu a filmagem de alguns planos até a exaustão, como no caso da sequência do primeiro encontro, que demandou mais de 100 tomadas e dura apenas cerca de 30 segundos) e o desempenho das atrizes (que, para Kechiche, motivou com frequência a repetição das tomadas) resultaram no prolongamento da produção dos 2 meses e meio previstos inicialmente para 5 meses e meio. (As condições de trabalho de toda a equipe do longa foram objeto de denúncia do sindicato competente, na França.)

A polêmica decorrente das críticas da equipe técnica e das atrizes ao trabalho de produção funciona como um impulso para a divulgação do filme, como uma jogada de marketing (não planejada, ao que tudo indica), mas também estimula a discussão de questões importantes que atravessam a obra, mas ultrapassam-na. Além de lembrar, muito concretamente, os limites do cinema de autor, uma vez que torna visível o conjunto heterogêneo de trabalhadores que se esconde na assinatura autoral de Abdellatif Kechich, a polêmica (especificamente no que concerne as relações entre o diretor e as atrizes) confere outro sentido à comparação da obra com filmes pornô, pois sugere que, se a pornografia, ao menos em suas formas dominantes, pode ser considerada uma modalidade da exploração do corpo feminino, Azul é a cor mais quente deve ser reconhecido como uma versão dessa modalidade particular de exploração, sobretudo por suas cenas de sexo.

Enquanto Julie Maroh nota a polissemia do riso dos espectadores diante das cenas de sexo, Marie-Hélène Bourcier comenta os sentidos da “câmera-pau” que atribui ao lugar de enunciação orquestrado pelo diretor. Entre os espectadores e o diretor, se Azul é a cor mais quente deve ser interpretado com base em sua comparação com a pornografia dominante, a narrativa do filme não encontra seu desfecho no plano final, em que Adèle caminha para longe da câmera.

Em diversos filmes pornográficos, o sexo entre mulheres é uma função do prazer visual e sexual dos homens. Pode ser que se trate apenas da preparação para a entrada em cena de um ou mais homens, como se o “verdadeiro” sexo se realizasse na penetração heterossexual. Pode ser que, sem a entrada em cena de homens, o desfecho do sexo entre as mulheres ocorra, ainda assim, sob a figura do homem, fora do filme, como espectador pressuposto, ao qual a encenação do sexo é destinada. Em todo caso, há uma redução do sexo entre mulheres à fantasia masculina, da qual o prazer feminino permanece excluído, na qual ele é inimaginável, a não ser como forma de dar mais prazer ao homem (os gemidos calculados, o rosto da mulher que olha, ostensivamente, para a câmera etc.).

Se esse tipo de filme pornográfico, que envolve o sexo entre mulheres e se destina ao prazer do homem, encontra seu desfecho com a entrada em cena da figura masculina, dentro ou fora da obra, a comparação entre Azul é a cor mais quente e a pornografia conduz ao reconhecimento do desfecho do filme bem longe de seus planos, nas imagens de Kechiche, Seydoux e Exarchopoulos, juntos, em festivais e outros contextos, difundidas pela mídia de entretenimento em geral. Nas palavras de Adriana:

Nessas imagens podemos contemplar a presença heterossexista de Kechiche, sempre disposto […] entre as duas atrizes, como se ele fosse aquele ator que surge ao final do pornô lésbico para trazer um pouco de sexo real [após] aqueles longos minutos de “preliminares” entre elas. Em La Vie D’Adèle, o que mais me incomoda é isso: não consigo assistir apenas a um filme lésbico, ou a uma cena de sexo lésbica. A presença de Kechiche é tão forte em seus planos fechados nos glúteos e na boca aberta de Exarchopoulos que, por vezes, o que temos ali é um belo de um ménage à trois ente Seydoux, Kechiche e Exarchopoulos.

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Principais argumentos em defesa do filme
O cerne dos argumentos em defesa de Azul é a cor mais quente consiste na observação de que se trata de uma história de amor. É isso que afirma, antes de tudo, o próprio Abdellatif Kechiche. Julie Maroh reconhece, aliás, que esse é o interesse do diretor, assim como era o dela ao criar o romance gráfico. Como uma história de amor, o filme ultrapassa as cenas de sexo, que participam da narrativa apenas na medida em que evidenciam a intensidade emocional da relação entre Adèle e Emma. Nesse sentido, em primeiro lugar, costuma-se observar que as cenas de sexo duram apenas alguns minutos, dentro de um longa de quase 3 horas. Além disso, os close-ups constituem um recurso estilístico e expressivo recorrente durante toda a obra, o que não permitiria sua identificação ao close-up pornográfico da “câmera-pau”.

A defesa do filme de Kechiche contra as críticas que assumem o lugar de enunciação lésbico e/ou interrogam a heteronormatividade que orientaria a obra recusa, repetidamente, a interpretação da narrativa como uma história de amor lésbica. Essa recusa está associada ao não reconhecimento do problema da representação, no filme, tal como apontado de forma radical pelas críticas que tentei identificar acima. Assim, ao se enfatizar que se trata de uma história de amo qualquer, cuja representação não envolveria problemas relacionados à identidade de gênero e da sexualidade das protagonistas, torna-se possível atribuir à narrativa de Azul é a cor mais quente a evidência da universalidade. É o que argumenta, por exemplo, Pablo Villaça, que escreve, no início e no final de sua crítica, respectivamente:

enxergar o filme como um “romance lésbico” é incorrer no erro dos homofóbicos, que tendem a enxergar gays e lésbicas como seres atípicos e estranhos, em vez de perceber que a história aqui contada gira em torno de pessoas que se definem por seus sentimentos, não por sua orientação sexual. […]

[…] afirmo que encarar Azul é a Cor Mais Quente como “uma história de lésbicas” é reduzir suas personagens às suas orientações sexuais em vez de perceber que o que vivem é universal e reflete a humanidade falha, atrapalhada e comovente de todos nós.

A reivindicação de universalidade permite à crítica de cinema (que reproduz, em geral, a apreciação de Villaça, mesmo quando não o declara explicitamente) evitar as questões sugeridas pelas críticas ao filme que assumem a perspectiva da diferença. Nesse contexto, os close-ups, que atravessam toda a obra, não podem ser entendidos como planos criados por e para uma “câmera-pau”, que para Marie-Hélène Bourcier e outras críticas não é nada sutil em sua representação dos corpos femininos. Em vez da violência pornográfica da “câmera-pau”, os close-ups seriam significativos da sensibilidade do diretor e da sutileza de sua narração, que busca ancoragem nos detalhes, nos rostos, nos humores (no duplo sentido da palavra: estados de espírito e líquidos corporais).

Com base na vontade de universalidade, é possível interpretar Azul é a cor mais quente como uma espécie de “romance existencialista” que encena o ”processo de formação do ser, tal como proferido por Sartre”; como um “retrato do romance contemporâneo”, em que cada um de nós pode encontrar vislumbres de experiências pessoais, como reflexos entrevistos no espelho; como uma história de passagem da adolescência para a idade adulta e uma jornada de descoberta.

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A contraposição entre interpretações de Azul é a cor mais quente tende a assumir a configuração de um embate entre reivindicações de universalidade e deslocamentos de perspectiva a partir da diferença (especificamente da identificação como lésbica, mas não somente nessa condição). Entender esse embate nos termos limitados da oposição entre universalismo e relativismo equivale a renunciar à compreensão efetiva de como o próprio filme inscreve a tensão que o constitui em sua tecelagem narrativa. Tanto os problemas de representação apontados pelas interpretações feministas e lésbicas quanto a pretensão de universalidade identificada por diversos apreciadores da obra devem ser reconhecidos como temas que o filme aborda, mesmo que indiretamente, em sua trama complexa, em sua duração intensa. Será preciso, portanto, analisar como Azul é a cor mais quente encena, comenta e pensa, ao mesmo tempo e de forma articulada, a universalidade de sua história de amor e a diferença radical que a torna inequivocamente singular.

Fonte: http://incinerrante.com/heteronormatividade-e-representacao-em-azul-e-cor-mais-quente/

Via: Ser-Tão/UFG (http://www.sertao.ufg.br/pages/65548)

 

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Publicado em Agenda, cultura, Goiânia

Gyn Cultural #240

http://gyncultural.com.br/

Gyn Cultural # 240 – 15/12/2013

Gyn Cultural (gyncultural.com.br) é um boletim informativo semanal destinado à divulgação de eventos culturais em Goiânia. Qualquer solicitação de divulgação cultural pode ser feita gratuitamente até o sábado anterior ao evento, diretamente pelo e-mail gilsonpborges@gmail.com.

Cia. Teatral Oops!.. no Banco de Dados do Teatro Goiano

O Banco de Dados do Teatro Goiano é uma forma de organizar e preservar as informações sobre o Teatro feito em Goiás. Já em 1773, há registros escritos de viajantes, que acompanharam apresentações teatrais no Estado de Goiás. Desde então, pouca coisa foi registrada e é esta lacuna que o Banco pretende suprir. Organizado por Gilson P. Borges, o Banco reúne vídeos e material digitalizado (fotos, flyers, programas, cartazes, artigos e informações em geral) de cada Grupo de Teatro Goiano, estando disponível na Biblioteca Carmelinda Guimarães, no Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França.O arquivo da Cia. Teatral Oops!.. acaba de ser incorporado ao acervo, após João Bosco Amaral e Sol Silveira gentilmente partilharem todo o material de que dispunham sobre a Cia. e seus espetáculos.

A Cia. Teatral Oops!.., que já chamou-se “Pé na Arte”, foi criada em Goiânia, em 2000, utilizando-se da estética contemporânea, a qual centraliza o ator e suas possibilidades cênicas no seu trabalho de pesquisa. Busca fontes como o processo de Renato Cohen, em “Work in Progress”, o método artaudiano da “Crueldade”, o “Teatro Pobre” de Grotowski e o “Teatro Grotesco” de Meyerhold, dentre outros. O grupo pesquisa, ainda, o Teatro Popular, a Commedia dell’Arte e o Teatro de Rua, sempre buscando uma nova forma de se comunicar com o público, a partir de uma linguagem atual, caracterizada pela velocidade de informações e sinestesias visuais.

Seus espetáculos incluem O Pequeno Príncipe (2001. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: João Bosco Amaral, Juliana Hernandes, Luca de Oliveira – segunda versão, Paulinho Reis e Táliton Andrade – primeira versão), Palhaçada (2001. Direção: Cia. Teatral Oops!.. Elenco: João Bosco, Juliana Hernandes e Paulinho Reis), Saltimbancos (2002. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: João Bosco Amaral, Juliana Hernandes, Táliton Andrade e Walquíria Ferreira), Daizen (2002. Direção: João Bosco Amaral e Ana Paula carvalho. Elenco: João Bosco Amaral), Oficina de Sonhos (2003. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Borges Filho, Juliana Hernandes, Paulinho Reis e Núcleo de Oficina da Oops!..), Prólogo – O Manifesto do Teatro Que É (2004. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Cleodon Neto, Diogo Freire, Fernando Sknova, Gustavo Silvestre, Jefferson Angellis, João Bosco Amaral, Laila Cristina, Renata Curado, Victor Hugo e Weverson Alves), Era Uma Vez… (2005. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Adriano Coutinho, Gustavo Silvestre, Jefferson Angellis, Jéssica Dominguez, João Bosco Amaral, Roosenvelt Moreira e Victor Lopes), O Diário de Nabucodonosor (2006. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Gustavo Silvestre, Jefferson Angellis e João Bosco Amaral), A História Terrível e Inacabada de Uma Noite Etérea Sem Memórias ou Murmúrios de Uma Madrugada Sem Vida (2006. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Francisco Nikollay, Gustavo Silvestre, Jefferson Angellis, João Bosco Amaral, Lidiane Rodrigues e Sol Silveira), A Revolta da Caixa de Sabão em Pó (2006. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Cleodon Alves – primeira versão, Francisco Nikollay – primeira versão, Gustavo Silvestre – segunda versão, Jefferson Angellis – segunda versão, João Bosco Amaral e Sol Silveira), (In)Pessoa(L) (2007. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Gustavo Silvestre – primeira versão, João Bosco Amaral, Olliver Mariano e Sol Silveira), Pluft, O Fantasminha (2008. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Gustavo Silvestre, Jefferson Angellis, João Bosco Amaral – primeira versão e Sol Silveira – segunda versão), Tempo Esgotado (2008. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: João Bosco Amaral), Conta Um Conto Que Eu Te Encanto (2009. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Francisco Nikollay – primeira versão, Jefferson Angellis – segunda versão e João Bosco Amaral), Oops!.. (2009. Direção: Cia. Teatral Oops!.. Elenco: Francisco Nikollay, Gustavo Silvestre, Jefferson Angellis, João Bosco Amaral, Lino Calaça, Olliver Mariano, Renato Roriz, Sol Silveira, Thamis Rates e convidados), Macário (2009. Direção: Jefferson Angellis – segunda versão, Lino Calaça, Olliver Mariano, Renato Roriz – primeira versão, Sol Silveira e Thamis Rates),Olho (2010. Direção: Ivan Lima. Elenco: João Bosco Amaral), Desamor (2012. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: Francisco Nikollay – primeira versão, João Bosco Amaral – segunda versão, Olliver Mariano e Sol Silveira), Mateus e Mateusa (2013. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: João Bosco Amaral, Luciano Caldas, Richard Augusto, Sol Silveira e Thamis Rates), Encantos (2013. Direção: João Bosco Amaral. Elenco: João Bosco Amaral e Sol Silveira).

Fotos: Gilson P. Borges e Acervo do Grupo

I Seminário Nacional Os Campos das Artes

Acontece, de 17 a 20/12 (terça a sexta), das 14 às 18h, na Vila Cultural Cora Coralina (Av. Tocantins, esq. c/ R. 3, Centro), o I Seminário Nacional Os Campos das Artes – Bastidores da Criação. As inscrições são gratuitas (enviar e-mail com nome completo e contato para camposdasartes@gmail.com). O Seminário visa à reunião de um grupo de pesquisadores, artistas, produtores e interlocutores no campo das Artes Visuais e do corpo, nos termos da contemporaneidade, que têm como objeto pensar diferentes modos de descrever e redescrever obras, processos de pesquisa, produtos, acontecimentos e ações no campo pedagógico de pontos de vista os mais diversificados. Palestrantes: Maria Angélica Costa de Moraes (cofundadora da Revista Select), Marília Andrés Ribeiro (Editora Com-Arte – ECA/USP), Márcio Pizarro Noronha (UFG), Antônio Augusto Frantz Soares (Koralle/RS), Rafael Guarato (UFG), Anna Behatriz Azevêdo (UFG) e Sacha Witkowski (UFG).

Exposição “Acervo do MAG”

Para a programação de final de ano, o Museu de Arte de Goiânia (MAG) organizou uma grande mostra coletiva com artistas representativos de seu acervo. No total, são 79 obras nas linguagens de pintura, gravura e escultura, assinadas por Amaury Menezes, Antônio Poteiro, Carlos Sena (foto: divulgação), Cléa Costa, D. J. Oliveira, Dina Cogolli, Dinéia, Gomes de Souza, Iza Cosa, Juca de Lima, Liah, Omar Souto, Pitágoras, Selma Parreira, Siron Franco, Waldomiro de Deus, Zé César e Zofia Ligeza. Além de apresentarem estilos e processos diversificados, o conjunto de trabalhos também permeia por temáticas diversificadas, como a paisagem urbana, arte popular e naïf, a religiosidade, o realismo fantástico e a regionalidade, além da vida social e o cotidiano das cidades.Visitação: até 08/03, de segunda a sexta, das 9h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.

Local: Museu de Arte de Goiânia, Rua 1, n. 605, Bosque dos Buritis, Setor Oeste.

Informações: (62) 3524-1196

Entrada franca

Edvan Antunes Lança Livro

No próximo dia 20/12 (sexta), às 19h, o Museu de Arte de Goiânia, no Bosque dos Buritis, sedia o lançamento do livro “De Caipira a Universitário: a História de Sucesso da Música Sertaneja”, do escritor e publicitário Edvan Antunes. O livro reúne fotos e detalhes históricos do surgimento do gênero e seu crescimento, revela causos engraçados e curiosidades sobre várias duplas ainda inéditos para o grande público, além de detalhar a relação da música sertaneja com o cinema e homenagear as vozes femininas e os grandes compositores do gênero.

Seminários Gratuitos de Produção Teatral

O Centro Cultural Oscar Niemeyer oferece, esta semana, das 19 às 21h, seminários gratuitos de Produção Teatral: 16/12 – Ponto de Cultura, com Constantino Isidoro Filho; 17/12 – Marketing Teatral, com vários representantes profissionais; 18/12 – Pré-produção, com Alan Foster; 19/12 – Captação de Recursos, com Marcelo Carneiro. Confirme sua presença pelo e-mail verusgladiatores@gmail.com.

Espetáculo Teatral “Open House”

17/12 [terça] – Espetáculo: Open House – 19h30Grupo: Núcleo Integrado de Artes Cênicas (NIAC) do Sesc

Sinopse: As personagens de Open House são pessoas que precisam dizer algo, nem que seja uma única vez. É muito provável que não haja uma segunda possibilidade. Os assuntos que tratam giram em torno da solidão e do abandono, temas caros para cada um deles. Todos sentem que a vida é intensa e rápida, e não têm muito tempo para perder com aquilo que não sentem intimamente. Direção: Rodrigo Jubé. Elenco: Alirio Gomes, Desirene Costa, Mel Gonçalves, Vanessa Rodrigues, Webiton Fornara e Whedja Natally.

Local: Biblioteca do Sesc Rua 19, Centro.

Entrada franca

Foto: Divulgação

Seleção para a Coleção Vertentes da Editora UFG

Estão abertas as inscrições para o processo de seleção de obras literárias a serem publicadas na Coleção Vertentes da Editora UFG. O concurso visa a selecionar e publicar obras literárias totalmente inéditas, em suporte impresso ou digital, nas categorias romance, conto, teatro, poesia e prosa infantil. A inscrição deverá ser feita apenas via correio, até o dia 10 de janeiro de 2014. Para ler o edital na íntegra, acesse o link http://www.editora.ufg.br/wp-content/uploads/2013/11/Edital-Vertentes_2013.pdf.

Programação do Teatro Goiânia

15/12 [domingo] – Espetáculo: Por Sete Vezes – 17h e 20hGrupo: Quasar Cia. de Dança

Sinopse: O espetáculo baseia-se na ideia de que cada parte do corpo, como braços, olhos e boca, tem o poder de expressar sentimentos.

Ingresso: R$ 50,00 (inteira)

Foto: Divulgação

 

Local: Teatro Goiânia, Rua 23, esquina com Av. Tocantins e Anhanguera, n. 252, Centro.

Informações: (62) 3201-4684

Programação do Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro

Café CulturaAté 21/12 – Exposição “40 Anos de Estrada e de Luz”, do artista plástico Ivanor Florêncio – 08 às 22h (Entrada franca)
Teatro 

15/12 [domingo] – Espetáculo: Pelo Prazer da Coisa – 20h

Grupo: Cia. de Teatro Eduardo de Souza

Sinopse: A peça conta a estória de dois jovens que se apaixonam perdidamente e que não medem esforços para que esta união aconteça. Os pombinhos enfrentam a proibição dos pais, que se odeiam por antigos desafetos, como na estória original, mas o desejo de estarem juntos fala mais alto e supera todos os obstáculos, encontrando abrigo nos conselhos “transcendentais” do grande Guru Kuda Ema, um líder nada convencional, fundador da Astral Cibernética. Direção: Eduardo de Souza. Elenco: Paulo Baritchelli, Jonas Queiroz e Vinicius Lira.

Ingresso: R$ 20,00 (inteira)

Classificação etária: 16 anos

Foto: Divulgação

16 e 17/12 [segunda e terça] – Espetáculo: Cata(dores) Recicláveis – 19hGrupo: Grupo Plenluno

Sinopse: A peça é o resultado do projeto Ópera do Lixo, e leva ao palco as experimentações com materiais recicláveis. O espetáculo surgiu a partir da criação coletiva entre os grupos SoloS e Plenluno. Cata(dores) Recicláveis traz, por meio de suas personagens, cenário, trilha sonora e dramaturgia, os vestígios do lixo e as memórias dos catadores e recicladores de Goiânia.

Ingresso: R$ 10,00 (preço único)

Classificação etária: 14 anos

Foto: Divulgação

20/12 [Sexta] – Espetáculo: Elas por Eles – 21hGrupo: Eduardo de Souza, Ilson Araújo e Saulo Dalago

Sinopse: Com base em textos do diretor e dramaturgo Hugo Zorzetti, a comédia fala do universo feminino, de anseios, amores, paixões, menopausa e vida familiar.

Ingresso: R$ 20,00 (inteira)

Classificação etária: 12 anos

 

Cinema

Até 20/12 – Mostra de Cinema Brasileiro (Sessões: 12h30, 15h e 20h – Ingresso: R$ 2,00)

15 e 16/12 (domingo e segunda) – Estômago (Dir. Marcos Jorge, 2007, 113 min.)

17 e 18/12 (terça e quarta) – Ensaio sobre a Cegueira (Dir. Fernando Meirelles, 2008, 121 min.)

19 e 20/12 (quinta e sexta) – Dois Perdidos Numa Noite Suja (Dir. José Joffily, 2002, 100 min.)

Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, Rua 3, esquina com Rua 9, n. 1.016, Galeria Ouro, Centro.

Tel.: (62) 3524-2541/2542

Site: http://www.goianiaouro.com/

Programação do Teatro Sesi

17 e 18/12 [terça e quarta] – Concerto de Natal com o Coro e Orquestra Sinfônica de Goiânia. Com regência de Joaquim Jayme e arranjos exclusivos assinados pelo regente Paulo Rowlands, a orquestra executa canções típicas como “Noite Feliz”, “Adeste Fidelis”, “Cantique de Nöel”, “Christians”, “Deck The Halls”, “Lá no Céu os Anjos Cantam”, “O Tannenbaum”, “Jingle Bells”, “Boas Festas”, “Noite Azul” e muitas outras – 20hEntrada franca

Foto: Josemar Callefi

 

Local: Teatro Sesi, Av. João Leite, nº 1.013, Setor Santa Genoveva (ao lado do Clube Antônio Ferreira Pacheco)

Informações: (62) 3219-1307/ www.teatrosesi.com.br

Programação da Oficina Cultural Geppetto

20 e 21/12 [sexta e sábado] – Show: Presente de Natal – 21hGrupo: Último Tipo

Sinopse: O Último Tipo traz de presente um repertório musical que inclui canções como “Saci”, de Dori Caymmi, “Borboleta”, canção do folclore nordestino, conhecida pela interpretação de Marisa Monte, passando por “Véspera de Natal”, de Adoniran Barbosa, “Boas Festas”, de Assis Valente, “A Primeira Estrela”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Mas tem presente para todos os gostos: Roberto Ribeiro, Albinone e John Lennon, além de uma composição inédita de Déo Piti.

Ingresso: R$ 30,00 (pizza, suco e refrigerante inclusos)

Foto: Divulgação

Local: Oficina Cultural Geppetto, Rua 1.013, n. 467, St. Pedro Ludovico

Informações: (62) 3241-8447/ http://geppettocultural.blogspot.com/

Programação do Teatro Rio Vermelho

15/12 [domingo] – Espetáculo: Mais Que Dilmais – 20hIntérprete: Gustavo Mendes

Sinopse: Em Mais que Dilmais, Mendes reúne no palco uma compilação dos seus melhores textos, piadas, performances musicais ousadas, como ver Maria Bethânia cantando Funk, e Alcione, Roberto Carlos e Ana Carolina em situações engraçadas. Mas o principal momento é a imitação que o ator faz da presidente Dilma Rousseff.

Ingresso: R$ 80,00 (inteira – plateia inferior) e R$ 70,00 (inteira – plateia superior)

Foto: Divulgação

20/12 [sexta] – Espetáculo: O Melhor Melhor Show do Mundo – 21hIntérprete: Eduardo Sterblitch

Sinopse: A personagem criada por Eduardo Sterblitch para o programa Pânico quer agora provar que pode ser o melhor do melhor do mundo em encenar uma comédia teatral. No palco, uma série de esquetes irreverentes e imprevisíveis. O espetáculo, que é dirigido pelo humorista Rafael Queiroga, contará com a participação do ator Rodrigo Arruda e do músico Marcinho Eiras.

Ingresso: R$ 80,00 (inteira)

Foto: Divulgação

 

Local: Teatro Rio Vermelho do Centro de Convenções de Goiânia, Rua 4, Centro.

Tel.: (62) 3219-3400/3300

Programação do Bolshoi Pub

19/12 [quinta] – Tributo a Jimi Hendrix, com o Trio Gato Preto.20/12 [sexta] – Show com Michael Cutting Band.

21/12 [sábado] – Show Los Hermanos Cover.

Endereço: Rua T-53, esq. c/ T-2, n. 1.140, St. Bueno

Contatos: (62) 3285-6185/ 3274-1309 –http://www.bolshoipub.com.br/

Novas Doações para a Biblioteca Carmelinda Guimarães/CEPABF

A Biblioteca Carmelinda Guimarães (foto: Gilson P. Borges) é especializada em Artes e está aberta à visitação e consulta de toda a comunidade, de segunda a sexta, das 8h às 22h. Seu acervo inclui livros, DVDs, CDs, CD-ROMs, trabalhos acadêmicos e revistas, nas áreas de Teatro, Dança, Circo, Ópera, Fotografia, Música, Cinema e Artes. A Biblioteca abriga, ainda, o Banco de Dados do Teatro Goiano, organizado por Gilson P. Borges, que reúne vídeos e material digitalizado (fotos, flyers, programas, cartazes, artigos e informações em geral) de Grupos de Teatro Goiano. Doações podem ser feitas no próprio local.
O seguinte material foi doado à Biblioteca esta semana, pela Secult Goiânia: 

Livros:

1. A Ponte para a Arte – PX Silveira

2. Humanos – Soni-pin

3. Gustav Ritter

4. Goiânia Canto de Ouro 2012

DVDs:

1. Faroeste: Um Autêntico Western – Wesley Rodrigues

2. Meninos – Juraíldes da Cruz

3. Cantar Falando: Técnica de Canto – Morina Barra

4. Snake – Érico Rassi

5. Marcelo Maia – Marcelo Maia

6. Sopros do Cerrado – Orquestra de Sopros e Percussão do Cerrado

7. O Capitão do Mato – Martins Muniz

CDs:

1. Soldados da Paz – Sentido Contrário

2. Coração Valente – Kelvis & Kaicky

3. Natal – Harmonizza

4. Parte de Nós – Diego e o Sindicato

5. Carta Fechada – Darly & Darleno

6. ‘Eta’ Mundo Pequeno! E Cada Vez Menor – Vinícius Rodrigues

7. Divulga 2009/2010

 

Local: Biblioteca Carmelinda Guimarães, Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França, Av. Universitária, nº 1.750, St. Universitário.

Contatos: (62) 3201-4045/4046/ biblioteca@cepabf.com.br