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Heteronormatividade e representação em Azul é a cor mais quente

Heteronormatividade e representação em Azul é a cor mais quente (2013)
Por Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro, no dia 2 de janeiro de 2014

O que é heteronormatividade e o que isso tem a ver com Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche?

Heteronormatividade é um conceito da teoria queer e do pensamento feminista e faz parte do debate intelectual e político contemporâneo sobre sexo, gênero e sexualidade. O termo designa a constituição da heterossexualidade como norma de comportamento, que se verifica em diversos contextos sociais. A heteronormatividade – ou heterossexualidade normativa, ou heterossexualidade compulsória – complementa a convenção da hierarquia de gênero, que privilegia o masculino sobre o feminino, com a interdição da homossexualidade como parte de formas de vida singulares, que produzem sentidos e efeitos não contidos nos horizontes imaginativos da heterossexualidade normativa.

A eficácia social e simbólica da heteronormatividade é perceptível na dificuldade de se pensar em relacionamentos homossexuais sem enquadrar as pessoas envolvidas em categorias características de relacionamentos heterossexuais. Essa dificuldade se manifesta, particularmente, nas recorrentes (e em geral frustradas) tentativas de identificação, na relação, de um pólo ativo e de um pólo passivo, de uma parte que desempenha as funções simbólicas identificadas com a noção de “homem” e de outra que desempenha as funções simbólicas associadas à noção de “mulher”. De fato, não se trata de uma dificuldade restrita à forma como sujeitos heterossexuais imaginam as relações homossexuais: é frequente que, entre as próprias pessoas envolvidas nesse tipo de relação, exista a demanda (muitas vezes impensada ou inconsciente) de que as funções simbólicas sejam repartidas como se supõe que deve acontecer num relacionamento heterossexual.

Se a heteronormatividade constitui nossos horizontes imaginativos, parte fundamental da luta contra a violência homofóbica reside na busca de desconstrução do imaginário heteronormativo, isto é, do conjunto de ideias pressupostas como se fossem formas naturais de construção de relacionamentos amorosos, entre quaisquer pessoas, como quer que se definam suas identidades. Quando Julie Maroh escreveu e desenhou o romance gráfico Le bleu est une couleur chaude, um de seus interesses era o de “banalizar a homossexualidade” e de, consequentemente, “chamar a atenção” de quem não duvida dos próprios preconceitos, de quem tem ideias falsas e de quem detesta homossexuais. Por meio da banalização da homossexualidade, o imaginário heteronormativo e os preconceitos, ideias falsas e sentimentos de ódio que o acompanham podem ser colocados em questão.

Azul é a cor mais quente (título original: La vie d’Adèle), a adaptação cinematográfica do romance gráfico de Maroh dirigida por Abdellatif Kechiche, pode ser considerado um prolongamento do esforço de banalização da homossexualidade que a artista francesa reivindica para si, ao pretender contar uma história de amor, como ela mesma reconhece: “Foi isso [a intenção de contar uma história de amor] que interessou Kechiche. Nenhum de nós tinha uma intenção militante.” Ao contarem histórias de amor entre mulheres como histórias de amor quaisquer, Maroh e Kechiche reconhecem o contexto de tensão psicológica, social e cultural que envolve a homossexualidade (como mostra, no caso do filme, a sequência da agressão de Adèle pelas colegas da escola, depois de a verem com Emma no dia anterior) e, ao mesmo tempo, procuram evidenciar seus aspectos banais, cotidianos (no que consiste a maior parte do filme, a meu ver).

Em La vie d’Adèle, a busca de representação do cotidiano de um relacionamento lésbico como um relacionamento qualquer se desdobra na encenação do sexo entre Adèle e Emma, assim como de sua convivência, com densidade de detalhes. A representação de uma história de amor entre mulheres talvez consiga perturbar, parcialmente, por si só, o imaginário heteronormativo. Entretanto, a forma de representação do relacionamento (e, particularmente, do sexo) entre as protagonistas do filme pode ser questionada (e o foi, como mostrarei a seguir) como parte do imaginário heteronormativo, em vez de uma perturbação de suas coordenadas. É por isso que Azul é a cor mais quente está atravessado pela questão da heteronormatividade, que evidencia a política da representação que constitui as imagens do filme.

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Principais críticas ao filme
Entre as diversas críticas dirigidas à forma de representação do relacionamento lésbico, em particular do sexo, encontra-se a da própria Julie Maroh, que escreveu: “Me parece claro que foi isso que faltou na tela: lésbicas”. Ela argumenta que, “com exceção de algumas passagens”, o filme encena o “sexo dito lésbico” de forma semelhante a certos filmes pornográficos destinados a homens heterossexuais, em que a encenação do sexo entre duas mulheres é subordinada ao prazer do espectador. Ela descreve as cenas de sexo como

uma ostentação brutal e cirúrgica, demonstrativa e fria do sexo dito lésbico, que parece com o pornô, e que me deixou muito desconfortável. Sobretudo quando, no meio de uma sala de cinema, todo mundo cai na gargalhada. Os/as heteronormativos/as, porque eles/elas não se identificam e acham a cena ridícula. Os homos e outras transidentidades, porque não é credível e porque eles/elas acham igualmente a cena ridícula. E, em meio aos únicos que não se ouve rir, há os eventuais caras que estão ocupados demais com a excitação diante da encarnação de um de seus fantasmas.

A situação que Maroh descreve na sala de cinema pode ser confirmada, com frequência, por qualquer espectador do filme. Os risos que acompanham as cenas de sexo pode se tornar uma fonte de estranhamento maior do que as próprias cenas, sobretudo se consideramos sua polissemia irredutível. Como sempre, é difícil interpretar os sentidos do riso, ou de sua ausência quando os outros riem. Seja como for, para Maroh, o estranhamento do riso é a evidência de um desconforto, que ela reconhece sentir “como lésbica”.

A comparação com o pornô – que reaparece em vários comentários sobre o filme de Kechiche – parece condensar os problemas de aspectos formais significativos de Azul é a cor mais quente, como o trabalho de encenação e de enquadramento. Ao mesmo tempo, a comparação indica um modo de compreensão do que está em jogo na produção do filme, em termos de relações de gênero, de trabalho e, em suma, de poder.

A importância dos close-ups no trabalho de encenação e de enquadramento do filme está associada ao argumento de Marie-Hélène Bourcier (na revista radiofônica queer Bang Bang, da Bélgica), que afirma que a câmera de Kechiche é como a câmera dos pornôs: uma “câmera-pau”, cujo dispositivo se destina à produção de prazer visual e sexual para o espectador homem heterossexual pressuposto. Assim como os close-ups proliferam em torno dos corpos das mulheres, em filmes pornô, para satisfazer o voyeurismo do espectador, os close-ups de Azul é a cor mais quente corresponderiam ao voyeurismo de Kechiche, que se concentraria, sobretudo, sobre a bunda e sobre a boca de Adèle Exarchopoulos, embora se projete, igualmente, sobre os corpos dela e de Léa Seydoux.

Efetivamente, a relação entre o diretor e as duas atrizes tornou-se objeto de polêmica, particularmente depois que, em diferentes entrevistas, Seydoux e, em menor medida, Exarchopoulos comentaram as dificuldades envolvidas nas filmagens, além de afirmarem que não pretendem trabalhar novamente com Kechiche. As exigências do diretor (que repetiu a filmagem de alguns planos até a exaustão, como no caso da sequência do primeiro encontro, que demandou mais de 100 tomadas e dura apenas cerca de 30 segundos) e o desempenho das atrizes (que, para Kechiche, motivou com frequência a repetição das tomadas) resultaram no prolongamento da produção dos 2 meses e meio previstos inicialmente para 5 meses e meio. (As condições de trabalho de toda a equipe do longa foram objeto de denúncia do sindicato competente, na França.)

A polêmica decorrente das críticas da equipe técnica e das atrizes ao trabalho de produção funciona como um impulso para a divulgação do filme, como uma jogada de marketing (não planejada, ao que tudo indica), mas também estimula a discussão de questões importantes que atravessam a obra, mas ultrapassam-na. Além de lembrar, muito concretamente, os limites do cinema de autor, uma vez que torna visível o conjunto heterogêneo de trabalhadores que se esconde na assinatura autoral de Abdellatif Kechich, a polêmica (especificamente no que concerne as relações entre o diretor e as atrizes) confere outro sentido à comparação da obra com filmes pornô, pois sugere que, se a pornografia, ao menos em suas formas dominantes, pode ser considerada uma modalidade da exploração do corpo feminino, Azul é a cor mais quente deve ser reconhecido como uma versão dessa modalidade particular de exploração, sobretudo por suas cenas de sexo.

Enquanto Julie Maroh nota a polissemia do riso dos espectadores diante das cenas de sexo, Marie-Hélène Bourcier comenta os sentidos da “câmera-pau” que atribui ao lugar de enunciação orquestrado pelo diretor. Entre os espectadores e o diretor, se Azul é a cor mais quente deve ser interpretado com base em sua comparação com a pornografia dominante, a narrativa do filme não encontra seu desfecho no plano final, em que Adèle caminha para longe da câmera.

Em diversos filmes pornográficos, o sexo entre mulheres é uma função do prazer visual e sexual dos homens. Pode ser que se trate apenas da preparação para a entrada em cena de um ou mais homens, como se o “verdadeiro” sexo se realizasse na penetração heterossexual. Pode ser que, sem a entrada em cena de homens, o desfecho do sexo entre as mulheres ocorra, ainda assim, sob a figura do homem, fora do filme, como espectador pressuposto, ao qual a encenação do sexo é destinada. Em todo caso, há uma redução do sexo entre mulheres à fantasia masculina, da qual o prazer feminino permanece excluído, na qual ele é inimaginável, a não ser como forma de dar mais prazer ao homem (os gemidos calculados, o rosto da mulher que olha, ostensivamente, para a câmera etc.).

Se esse tipo de filme pornográfico, que envolve o sexo entre mulheres e se destina ao prazer do homem, encontra seu desfecho com a entrada em cena da figura masculina, dentro ou fora da obra, a comparação entre Azul é a cor mais quente e a pornografia conduz ao reconhecimento do desfecho do filme bem longe de seus planos, nas imagens de Kechiche, Seydoux e Exarchopoulos, juntos, em festivais e outros contextos, difundidas pela mídia de entretenimento em geral. Nas palavras de Adriana:

Nessas imagens podemos contemplar a presença heterossexista de Kechiche, sempre disposto […] entre as duas atrizes, como se ele fosse aquele ator que surge ao final do pornô lésbico para trazer um pouco de sexo real [após] aqueles longos minutos de “preliminares” entre elas. Em La Vie D’Adèle, o que mais me incomoda é isso: não consigo assistir apenas a um filme lésbico, ou a uma cena de sexo lésbica. A presença de Kechiche é tão forte em seus planos fechados nos glúteos e na boca aberta de Exarchopoulos que, por vezes, o que temos ali é um belo de um ménage à trois ente Seydoux, Kechiche e Exarchopoulos.

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Principais argumentos em defesa do filme
O cerne dos argumentos em defesa de Azul é a cor mais quente consiste na observação de que se trata de uma história de amor. É isso que afirma, antes de tudo, o próprio Abdellatif Kechiche. Julie Maroh reconhece, aliás, que esse é o interesse do diretor, assim como era o dela ao criar o romance gráfico. Como uma história de amor, o filme ultrapassa as cenas de sexo, que participam da narrativa apenas na medida em que evidenciam a intensidade emocional da relação entre Adèle e Emma. Nesse sentido, em primeiro lugar, costuma-se observar que as cenas de sexo duram apenas alguns minutos, dentro de um longa de quase 3 horas. Além disso, os close-ups constituem um recurso estilístico e expressivo recorrente durante toda a obra, o que não permitiria sua identificação ao close-up pornográfico da “câmera-pau”.

A defesa do filme de Kechiche contra as críticas que assumem o lugar de enunciação lésbico e/ou interrogam a heteronormatividade que orientaria a obra recusa, repetidamente, a interpretação da narrativa como uma história de amor lésbica. Essa recusa está associada ao não reconhecimento do problema da representação, no filme, tal como apontado de forma radical pelas críticas que tentei identificar acima. Assim, ao se enfatizar que se trata de uma história de amo qualquer, cuja representação não envolveria problemas relacionados à identidade de gênero e da sexualidade das protagonistas, torna-se possível atribuir à narrativa de Azul é a cor mais quente a evidência da universalidade. É o que argumenta, por exemplo, Pablo Villaça, que escreve, no início e no final de sua crítica, respectivamente:

enxergar o filme como um “romance lésbico” é incorrer no erro dos homofóbicos, que tendem a enxergar gays e lésbicas como seres atípicos e estranhos, em vez de perceber que a história aqui contada gira em torno de pessoas que se definem por seus sentimentos, não por sua orientação sexual. […]

[…] afirmo que encarar Azul é a Cor Mais Quente como “uma história de lésbicas” é reduzir suas personagens às suas orientações sexuais em vez de perceber que o que vivem é universal e reflete a humanidade falha, atrapalhada e comovente de todos nós.

A reivindicação de universalidade permite à crítica de cinema (que reproduz, em geral, a apreciação de Villaça, mesmo quando não o declara explicitamente) evitar as questões sugeridas pelas críticas ao filme que assumem a perspectiva da diferença. Nesse contexto, os close-ups, que atravessam toda a obra, não podem ser entendidos como planos criados por e para uma “câmera-pau”, que para Marie-Hélène Bourcier e outras críticas não é nada sutil em sua representação dos corpos femininos. Em vez da violência pornográfica da “câmera-pau”, os close-ups seriam significativos da sensibilidade do diretor e da sutileza de sua narração, que busca ancoragem nos detalhes, nos rostos, nos humores (no duplo sentido da palavra: estados de espírito e líquidos corporais).

Com base na vontade de universalidade, é possível interpretar Azul é a cor mais quente como uma espécie de “romance existencialista” que encena o ”processo de formação do ser, tal como proferido por Sartre”; como um “retrato do romance contemporâneo”, em que cada um de nós pode encontrar vislumbres de experiências pessoais, como reflexos entrevistos no espelho; como uma história de passagem da adolescência para a idade adulta e uma jornada de descoberta.

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A contraposição entre interpretações de Azul é a cor mais quente tende a assumir a configuração de um embate entre reivindicações de universalidade e deslocamentos de perspectiva a partir da diferença (especificamente da identificação como lésbica, mas não somente nessa condição). Entender esse embate nos termos limitados da oposição entre universalismo e relativismo equivale a renunciar à compreensão efetiva de como o próprio filme inscreve a tensão que o constitui em sua tecelagem narrativa. Tanto os problemas de representação apontados pelas interpretações feministas e lésbicas quanto a pretensão de universalidade identificada por diversos apreciadores da obra devem ser reconhecidos como temas que o filme aborda, mesmo que indiretamente, em sua trama complexa, em sua duração intensa. Será preciso, portanto, analisar como Azul é a cor mais quente encena, comenta e pensa, ao mesmo tempo e de forma articulada, a universalidade de sua história de amor e a diferença radical que a torna inequivocamente singular.

Fonte: http://incinerrante.com/heteronormatividade-e-representacao-em-azul-e-cor-mais-quente/

Via: Ser-Tão/UFG (http://www.sertao.ufg.br/pages/65548)

 

Publicado em Agenda, Cinema, Goiânia

Goiânia Cultural # 136

Por gilsonpborges4@gmail.com 4 de dezembro de 2011 11:46

Gyn Cultural # 136 – 04/12/2011

Gyn Cultural é um boletim informativo semanal, destinado à divulgação de eventos culturais em Goiânia. Qualquer solicitação de divulgação pode ser feita até o sábado anterior ao evento, diretamente pelos e-mailsgilson_borges@hotmail.com e gilsonpborges@gmail.com.
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Show com O Teatro Mágico
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            O grupo Teatro Mágico faz show no dia 10/12 (sábado), às 22h. Os preços dos ingressos são os seguintes: camarote com open bar – R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia); pista R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia).
Local: Sol Music Hall, Av. Quitandinha, n. 600, St. Jaó (anexo ao Clube Jaó)
Informações: (62) 3087-7680/7681 – http://www.solmusichall.com.br/site/.
Foto: Divulgação
Show com Exaltasamba
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            O grupo Exaltasamba faz show no dia 09/12 (sexta), às 22h. Os preços dos ingressos são os seguintes: camarote com open bar – R$ 80,00 (mulheres) e R$ 100,00 (homens); mesa com open bar – R$ 600,00; pista com open bar – R$ 60,00.
Local: Sol Music Hall, Av. Quitandinha, n. 600, St. Jaó (anexo ao Clube Jaó)
Informações: (62) 3087-7680/7681 – http://www.solmusichall.com.br/site/.
Foto: Divulgação
Cursos de Dança

A bailarina Luciana Caetano ministrará cursos de Dança nas seguintes datas:
12/12 (segunda) – Técnica Clássica associada ao método Pilates 
13/12 (terça) – Técnica Lester Horton + jazz
14/12 (quarta) – Dança Afro + percussão corporal
15/12 (quinta) – Dança Contemporânea baseada na Capoeira
16/12 (sexta) – Dança contemporânea baseada na técnica Klauss Vianna
Turma avançada: 19h30 às 20h30
Turma intermediária: 20h30 às 21h30
Faixa etária: adulto (a partir de 18 anos)
Investimento: R$ 150,00
Aulas avulsas: R$ 40,00
Local: Vivace Escola de Teatro e Dança, Rua T-35, St. Bueno
Programação do Teatro Sesi

06/12 [terça] – Concerto com a Orquestra de Câmara Goyazes e Roberto Corrêa – 20h
Sinopse: Com regência do maestro Eliseu Ferreira, a Orquestra de Câmara Goyazes interpreta peças de Astor Piazzolla e Mozart, na primeira parte do concerto, que terá solos de violino de Rennan Vicente da Silva. Na segunda parte, o violeiro Roberto Corrêa (Foto: Divulgação) fará participação especial, executando canções de compositores populares.
Entrada Franca
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10 e 11/12 [sábado e domingo] – Espetáculo: Tio Vânia (Aos Que Vieram Depois de Nós) – 21h (sábado) e 20h (domingo)
Grupo: Grupo Galpão (BH)
Sinopse: Tio Vânia descobre, com quase 50 anos, que, até então, desempenhou papel secundário e irrelevante na vida. Esta constatação ocorre quando o Professor Serebriákov, viúvo de sua irmã, deixa a cidade, para viver na fazenda, com sua nova esposa, a jovem e atraente Helena. A chegada do casal altera completamente a rotina da casa. O novo morador, até então um mito, não só para Vânia, mas para toda a família, acaba revelando seu verdadeiro caráter: um homem arrogante e intelectual medíocre. Vânia sente-se perturbado não só pela prepotência do Professor, mas, também, pela presença de Helena, que incendeia a sua imaginação e atrai irresistivelmente o Dr. Ástrov, um médico amigo da família, objeto da paixão de Sônia, sobrinha de Vânia e filha de Serebriákov. Atormentada entre o desejo e o sentimento de culpa, Helena acaba seduzida por Ástrov, sem, contudo, se permitir a realizar sua paixão.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Foto: Divulgação
Local: Teatro Sesi, Av. João Leite, nº 1.013, Setor Santa Genoveva (ao lado do Clube Antônio Ferreira Pacheco)
Programação do Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro

Café Cultura
04/12 [domingo] – Show Dezembro Acústico, com as bandas Outubro 09, Hazzi e Diego Falk – 16h (Entrada: R$ 10,00)
06/12 [terça] – Blues – 21h (Entrada franca)
07/12 [quarta] – Quarta da MPB, com Walter Carvalho – 20h30 (Entrada franca)
09/12 [sexta] – Jazz – 22h (Entrada franca)
Teatro
05/12 [segunda] – Projeto Segunda Aberta, com show do Army of Angels – 21h
Ingressos: R$ 5,00 (preço único)
06 e 07/12 [terça] – Espetáculo: Reciclacirco – 15h (para escolas) e 21h
Grupo: Cia. Corpo na Contramão
Sinopse: Ao encontrar um livro, uma empregada doméstica inicia a transformação de todo o mundo à sua volta. Por meio da leitura, todo sonho se torna possível. É então que surgem, em cena, desde personagens já conhecidas das crianças, como o Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho, até clássicos da literatura, como Dom Quixote e Dulcineia. Tudo isto permeado por muita música, executada em instrumentos construídos com materiais reciclados e números de Circo, como trapézio, equilibrismo e malabarismo.
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia – estudantes ou com 1 kg de alimentos não perecíveis).

09/12 [sexta] – Espetáculo: O Cabra Que Matou as Cabras – 21h
Grupo: Cia. Nu Escuro
Sinopse: Um advogado vigarista, que sobrevive dando pequenos golpes em seus clientes, se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. O texto do espetáculo é uma livre adaptação da peça medieval francesa A Farsa do Advogado Pathelin, de autor desconhecido, mesclado com textos de cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e vários elementos da cultura popular brasileira.
Ingressos: R$ 5,00 (preço único)
Foto: Divulgação
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10 e 11/12 [sábado e domingo] – Espetáculo: Carro Caído – 21h (sábado) e 18h30 (domingo)
Grupo: Cia. Nu Escuro
Sinopse: Livre adaptação de um conto popular (Carro Caído), recolhido por Câmara Cascudo. Conta a estória de um carreiro de nome Rubião, que possuía uma grave mania de falar nome feio (do Tinhoso) junto com nome Santo. Mesmo tendo sido alertado do mau agouro que poderia acometê-lo, continuava com os xingamentos. Até que um dia, Rubião foi buscar, com um carro de boi, o sino para a capela de Santa Bárbara. Na volta, ele é surpreendido pela visita do Coisa Ruim, o Tinhoso, que o leva para o inferno. Então, seu melhor amigo, Tião, com a ajuda do atrapalhado anjo Gabriel, vai tentar resgatá-lo.
Ingressos: R$ 5,00 (preço único)
Foto: Divulgação

Cinema
Até 09/12 – Mostra de Diretores Brasileiros (Sessões: 12h30, 15h e 20h – Ingresso: R$ 1,00)
04/12* – O Casamento de Romeu e Julieta (Dir. Bruno Barreto, 2005) – Alfredo Baragatti, advogado, descendente de italianos, palmeirense roxo, membro do Conselho Deliberativo do clube, criou sua Julieta para ser como ele, mais uma apaixonada pelo time. Julieta se apaixona por Romeu, médico oftalmologista, corintiano fanático, que vai renegar seu time, para conquistar sua amada. * Não haverá a sessão das 15h.
05/12 – A Máquina (Dir. João Falcão, 2006) – Na cidadezinha de Nordestina, o sonho de todo mundo é fugir – menos o de Antônio, que só tem olhos para sua Karina. Como ela também quer ir embora, para realizar  o sonho de se tornar uma atriz de televisão, Antônio promete trazer o mundo para ela.
06/12 – Cabra-cega (Dir. Toni Venturi, 2005) – Um militante ferido, Tiago, precisa esconder-se. Refugiado na casa de um aliado, ele se isola do mundo exterior, tendo como único contato Rosa, que lhe traz comida, remédios e recados do comando de sua organização.
07/12* – Os Desafinados (Dir. Walter Lima Jr., 2008) – Na virada dos anos 1960, os músicos Joaquim, PC, Geraldo e David e o cineasta Dico mudam-se para Nova York. Lá, são acolhidos pela cantora brasileira Glória e vivem juntos o começo da Bossa Nova, a rebeldia estudantil e a liberdade sexual. A realidade de um Brasil que passa da euforia à depressão, com o golpe militar de 1964, traz os amigos de volta ao País, onde precisam encarar as escolhas da maturidade. * Não haverá a sessão das 20h.
08/12 – Contra Todos (Dir. Roberto Moreira, 2003) – Cotidiano de uma família de classe média baixa, na periferia de São Paulo, entrelaçando mentira, traição, hipocrisia e vingança. As personagens tentam, desesperadamente, mudar de vida, mas não conseguem escapar de seu destino.
09/12 – Espelho d’água (Dir. Marcus Vinícius Cezar, 2004) – Henrique, um fotógrafo da cidade grande, desaparece após um acidente de barco no Rio São Francisco. Sua namorada, Celeste, parte atrás dele, em uma jornada pelo “Velho Chico”, ao longo da qual vai tomando conhecimento dos mistérios, lendas e culturas  das comunidades que habitam as suas margens.
10/12 – Os Palhaços, do Diretor Frederico Fellini (Sessões: 12h30 e 15h)
10/12 – Curta Metragem do Diretor Ângelo Lima (Sessão: 20h)
11 a 16/12 – Mostra Charlie Chaplin (Sessões: 12h30, 15h e 20h)
Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro – Rua 3, esquina com  Rua 9, n. 1016, Galeria Ouro, Centro.
Tel.: (62) 3524-2541/ 3524-2542.
Programação do Teatro de Bolso Cici Pinheiro

08 a 10/12 [quinta a sábado] – Espetáculo: Testemunhas – 20h
Grupo: Cia. Paz em Cartaz
Sinopse: “Testemunhas” é um monólogo escrito pelo autor americano Curt Cloninger, no qual um ator dá vida a 8 personagens. Cada personagem esteve diretamente envolvida em alguma situação, durante a passagem de Jesus pela Terra. Uma foi ressuscitada por Jesus, outra era muda e foi curada. Até Barrabás, o sanguinário assassino, dará seu depoimento. Alguns de seus discípulos também falarão sobre suas experiências, e, ainda, um homem que esteve por anos envolvido em correntes, perambulando entre túmulos de cemitérios, mas teve sua vida totalmente transformada pela passagem do Nazareno.
Ingressos: R$ 5,00 (preço único).
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11/12 [domingo] – Espetáculo: Uma Aventura na Amazônia – 17h
Grupo: Cia. Paz em Cartaz
Sinopse: Biloca é um contador de histórias, que viaja o mundo todo, reunindo histórias em seu baú. Um dia, ele recebe uma carta, que era um pedido de socorro, e uma passagem de avião, para a Floresta Amazônica. Ele vai para à Amazônia, em busca de aventura. Lá, ele encontra cobras, aranhas, o indiozinho Curumim, o filho de um seringueiro e o Lobo-Guará e eles partem em uma missão contra os “Ladrões-de-Pau”: resgatar um pássaro aprisionado.
Ingressos: R$ 5,00 (preço único).
Foto: Gilson P. Borges
Local: Teatro de Bolso Cici Pinheiro, Casa das Artes – Centro de Cultura, Av. Anhanguera, esquina com Rua R-1, n. 7.025 – Setor Oeste (em frente ao Teatro Inacabado)
Programação do Cineclube Cascavel
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O Cineclube Cascavel apresenta, na próxima terça-feira, dia 06 de dezembro, com entrada franca, às 20h, em parceria com o Cineclube Xícara da Silva, três curtas-metragens anapolinos. Haverá debate com os realizadores, após a sessão.

 

(ENTRE) (Dir. Carlos César e Wanessa Achkar, Ficção, Anápolis, 13 min.) – Aborda a história de “Sujeito”, “quarentão”, bem no meio do ciclo da vida, que vive entre o saudosismo do passado e a falta de perspectiva para o futuro. Nesta figura, denota-se a forma como a humanidade caminha, no processo entre a vida e a morte, não num momento de sobrevivência, mas no período desde que vem ao mundo e vai embora dele.

Ouro em Outono (Dir. Eduardo Rosário, Ficção, Anápolis, 11 min.) – Ana é uma jornalista bem conceituada, que namora um publicitário chamado Ivan. Quando ela está trabalhando em seu novo romance, recebe uma ligação do seu namorado, mas é surpreendida por uma voz de um outro homem misterioso, chamado Carlos. A partir deste momento, as coisas ficam fora de controle e tudo pode acontecer.

A Lenda da Mata (Dir. Jaqueline Domingues e Jonathas Veloso, Ficção, Anápolis, 35 min.) – Um grupo de crianças foi passar um fim de semana no sítio do avô, que lhes conta sobre uma famosa lenda da região. As crianças resolvem entrar na mata, para conferir a história do avô, mas ele descobre a aventura dos netos e também entra na mata, para brincar com eles, fingindo ser o pai do mato. O que ninguém esperava era que o menor e mais medroso da turma se perdesse na mata, e conhecesse um amigo muito especial.

Local: Centro Cultural Cara Vídeo, Rua 83, n. 361, St. Sul
Contato: cinecascavel@gmail.com/ (62) 8453-2568 (Luiz Felipe Mundim)
Mostra Outros Fazedores de Cinema no Cine UFG
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O Cine UFG exibe, até 09 de dezembro, a Mostra Outros Fazedores de Cinema. No dia 07/12, após a sessão das 17h30, haverá debate.
PROGRAMAÇÃO:
05/12
12h00 – O Homem Sem Lei (Dir. Manoel Loreno)
17h30 – No Eixo da Morte (Dir. Afonso Brazza)
06/12
12h00 – Meu Rádio, Minha Vida (Dir. Hugo Caiapônia)
17h30 – O Homem Sem Lei (Dir. Manoel Loreno)
07/12
12h00 – No Eixo da Morte (Dir. Afonso Brazza)
17h30 – Cachorro Louco (Dir. Martins Muniz)
08/12
12h00 – A Capital dos Mortos (Dir. Tiago Beloti)
17h30 – Diabo Velho (Dir. Martins Muniz)
09/12
12h00 – Diabo Velho (Dir. Martins Muniz)
17h30 – O Heroi Trancado (Dir. Simião Martiniano)
Local: Cine UFG, Faculdade de Letras, Campus II.
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Informações: 3521-1267/ E-mail: cineufg@gmail.com.
Programação do Cine Cultura

Filme: O Céu Sobre os Ombros (71 min., Brasil, 2010)
Direção: Sérgio Borges
Elenco: Everlyn Barbin, Edjucu Moio, Murari Krishna e Grace Passô
Sinopse: Ganhador do Festival de Brasília 2010, O Céu Sobre os Ombros é um filme híbrido, que mistura ficção e documentário, com um trabalho peculiar de roteiro e atuações que fogem à dramaturgia convencional. Neste filme, ficção e realidade se misturam, transpirando as aspirações das personagens, que vivenciam o dia a dia de uma cidade caótica. Mas a busca de cada uma delas e a vontade de serem amadas e reconhecidas lhes trazem forças e esperança.
Local: Cine Cultura, Centro Cultural Marieta Telles, Praça Cívica.
Sessões: 18h30 e 20h30 (segunda a sexta) e 17h e 19h (sábados, domingos e feriados)
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)
Informações: (62) 3201-4670/4646.
O c u sobre os ombros.jpg
Programação do Bolshoi Pub
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04/12 [domingo] – Café Filosófico Entre Amigos, com Will Goya. Tema: “Ritos e Festas de Calendário: Entre o Ser e o Nada”, com participação de Weber Lima e Alice Fátima Martins (o Instituto Packter emitirá certificado de participação de 3 horas àqueles que solicitarem) – 17 às 19h30. Ingresso: mínimo de 2 kg de alimentos não-perecíveis (exceto sal, farinha e fubá), a serem doados a instituições de caridade.
08/12 [quinta] – The Doors Cover, com a banda Blues & Derivados – Marcelo Dentinho (vocal), William Gláucio (guitarra), Paulo Andrade (baixo), Henrique Reis (teclados) e Pedro do Carmo (bateria).
09/12 [sexta] – Golden Night, com os DJs Lincoln Turini e Rodrigo Carrilho e o VJ André Melo.  
10/12 [sábado] – Show com Jon Anderson (vocalista do YES).
Endereço: Rua T-53/T-2, n. 1.140, St. Bueno
Contatos: (62) 3285-6185/ 3274-1309 – http://www.bolshoipub.com.br/.
Novas Doações para a Biblioteca Carmelinda Guimarães/CEPABF

A Biblioteca Carmelinda Guimarães estará, em 2012, atendendo em novo endereço. O acervo está sendo reorganizado no Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França (CEPABF) e atenderá aos alunos dos cursos técnicos da Instituição, bem como continuará disponível à comunidade em geral. Seu acervo é composto por doações e conta com livros, DVDs, CDs, CD-ROMs, trabalhos acadêmicos e revistas, nas áreas de Teatro, Dança, Circo, Ópera, Música e Artes. As doações podem ser feitas no próprio local, ou com Gilson (9983-1868 – gilson_borges@hotmail.com).
O seguinte material foi doado à Biblioteca esta semana, por CARMELINDA GUIMARÃES:
Livros:
– Giorgio Strehler or A Passion for Theatre – Alessandro Martinez (Coord.).
– Sérgio Cardoso: Imagens de Sua Arte – Nydia Licia.
– Anais da 1ª Expoeducação – Edivânia Braz Teixeira Rodrigues (Org.).
– Maria Adelaide Amaral: A Emoção Libertária – Tuna Dwek.
– Irene Ravache: Caçadora de Emoções – Tania Carvalho.
– Ruth de Souza: Estrela Negra – Maria Ângela de Jesus.
– Carmelinda Guimarães: O Doce Olhar da Crítica – Vanessa Campos.
– A Aprendizagem do Ator – Antônio Januzelli Janô.
– Para La Interpretación Del Teatro Como Construcción Visual – Juan Villegas.
– X Premio Europa Per Il Teatro a Harold Pinter; VIII Premio Europa Nuove Realtá Teatrali a Oskaras Korsunovas e Josef Nadj.
– Memória do Teatro Goiano: Tomo I – A Cena na Capital: Os Chamados “Pioneiros” – Hugo Zorzetti.
– O Ator na Teoria e na Prática – Mario García-Guillén.
– Documentation: Festival Namadeurope – Union des Theatres de li Europe (Org.).
– O Mundo É Um Moinho: O Teatro Popular no Século XX – Histórias e Experiências – Robson Corrêa de Camargo.
Revistas:
– Depois da Cena, n. 1, 2007.
– Espaço Cenográfico News, n. 35, jul. 2008.
DVDs:
– Cats – David Mallet.
– Woyzeck (Reykjavik City Theatre) – Gisli Örn Gardarson.
Local: Biblioteca Carmelinda Guimarães, Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França, Av. Universitária, nº 1.750, St. Universitário.
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Publicado em Cinema, Direito

24.11.2011 – 78 anos de Goiânia