Publicado em Direito Eleitoral, Política

[ELEIÇÕES 2010] Reportagens

10/09/2010 – 17h30

Promotor vê em propaganda de Tiririca infração capaz de impugnar candidatura

Irineu Machado
Do UOL Eleições
Em São Paulo

O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, do Ministério Público Eleitoral de São Paulo, deve receber só na segunda-feira (13) o ofício da Procuradoria Regional Eleitoral para adoção de medidas cabíveis contra possível crime eleitoral cometido pelo candidato a deputado federal

Francisco Everardo Oliveira da Silva, o palhaço Tiririca (PR), mas já apontou que o alvo principal da Justiça Eleitoral contra o candidato pode ser a sua própria propaganda. Em entrevista ao UOL Eleições, Lopes disse que vê na propaganda do candidato do bordão “pior que está não fica” infração capaz de levar a uma impugnação da candidatura.

O objeto do ofício da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo à Justiça Eleitoral não é este, mas a possível ocultação proposital de seus bens pessoais à Justiça. O Ministério Público Eleitoral se baseou em nota publicada na coluna “Radar”, da revista “Veja”, que informou que o humorista declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não possuir nenhum bem, pois teria colocado todo o seu patrimônio em nome de terceiros, depois de responder a processos trabalhistas e de sua ex-mulher. Segundo a procuradoria, na consulta à ficha do candidato consta a informação “nenhum bem declarado”. Sobre isso, Lopes disse que analisará o caso na segunda, tão logo receba o encaminhamento da procuradoria.

“Ainda não recebi nada, mas, se for isso, parece que estamos abrindo espaço para a candidatura de estelionatários”, afirmou. No entanto, o promotor afirmou não entender o motivo pelo qual a Procuradoria Regional Eleitoral ainda não tocou no assunto da propaganda de Tiririca, que julga ser um caso grave. “Se eu fosse o procurador regional eleitoral, era com isso que eu me preocuparia. É propaganda irregular. Vislumbro infração ao artigo 5º da resolução 23.191 do TSE”, declarou.

O artigo mencionado por ele diz: “A propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, mencionará sempre a legenda partidária e só poderá ser feita em língua nacional, não devendo empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais (Código Eleitoral, art. 242, caput)”. No entender do promotor, o conteúdo da propaganda eleitoral de Tiririca se enquadra nesses termos e poderia levar a uma impugnação da candidatura.

A reportagem está tentando contato com Tiririca e com assessores de sua candidatura.

Depois de ter virado celebridade televisiva nos anos 90, Tiririca decidiu neste ano tentar entrar na política. Vestido de palhaço, seu personagem, e em tom de deboche, Tiririca aparece em diferentes inserções no horário eleitoral de seu partido, o PR. Identificando-se como “o candidato abestado”, ele usa bordões e diz frases como as seguintes:

– “Vote no Tiririca, pior do que tá não fica!”

–  “Oi gente, estou aqui para pedir seu voto porque eu quero ser deputado federal, para ajudar os mais ‘necessitado’, inclusive a minha família. Portanto meu número é 2222. Se vocês não votarem, eu vou morreeer!”

“Oi, eu sou o Tiririca da televisão. Sou candidato a deputado federal. O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei, mas depois, eu te conto.”

– “Quando vocês apertarem na urna eleitoral, vai aparecer esse cara aqui, e esse cara aqui sou eu. Ô candidato lindo!”

– “Você está cansado de quem trambica? Vote no Tiririca”

Para deputado federal, Tiririca. Vote no abestado”

No horário eleitoral de ontem, Tiririca apareceu inicialmente escondendo o rosto e perguntando: “Adivinha quem está falando? duvido vocês ‘adivinhar’! “. Em seguida, tirou as mãos do rosto e declamou: “Sou eeeu, o Tiririiiica, candidato a deputado federaaaal, 2222, não esqueeeeeça, peguei vocês, enganei vocês, vocês ‘pensou’ que fosse outra pessooooa, sou eu, o abestaaaaado, vote 2222!”

In: http://eleicoes.uol.com.br/2010/sao-paulo/ultimas-noticias/2010/09/10/promotor-ve-em-propaganda-de-tiririca-infracao-capaz-de-impugnar-candidatura.jhtm

Em 20/09/2010, 21h50.


Filha de Serra fez a maior

quebra de sigilos do mundo

Publicado em 10/09/2010

A filha do Serra, uma especialista em violação

A revista CartaCapital que está nas bancas traz reportagem de Leandro Fortes que vai calar o Zé Baixaria e seus auto-falantes do PiG (*).

Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.

É isso mesmo o que o amigo navegante leu: a filha de Serra abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros por 15 dias durante o governo FHC/Serra.

A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.

Veja aqui a prova da associação com documentos do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.

O primeiro “plano de negócios” da empresa era assessorar licitações públicas.

Imagine, amigo navegante, assessorar concorrências !

A certa altura, em 2001, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.

Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.

O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.

O intrépido jornalismo da Folha (**) fez uma reportagem sobre o assunto, mas motivos que este ordinário blogueiro não consegue imaginar, omitiu o nome da empresa responsável pelo crime.

A Folha (**) divulgou ela própria o sigilo de autoridades que passaram cheques sem fundo.

O então presidente da Câmara, Michel Temer, oficiou o Banco Central.

E, a partir daí, operou-se um tucânico abafa.

O Banco Central não fez nada.

A Polícia Federal não fez nada.

O Ministério da Fazenda não fez nada.

O Procurador Geral da República não fez nada.

Faltava pouco para a eleição presidencial de 2002, quando José Serra tomou a surra de 61% a 39%.

A filha dele largou a empresa, provavelmente em nome dos mais altos princípios da Moral.

Mino Carta tem a propriedade de publicar reportagens que equivalem a tiro de misericórdia.

Quando dirigia a revista IstoÉ, publicou a entrevista do motorista que implodiu o governo Collor.

Agora, ele e Leandro, processados por Gilmar Dantas (***), dão o tiro de misericórdia na hipocrisia dos tucanos paulistas.

A partir desta edição da CartaCapital, a expressão “violar o sigilo” passa a ser uma ofensa à memória dos brasileiros.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que <a href=”http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/10/pig/2010/09/06/antigo/?p=23300&#8243; target=”_blank” title=”http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/10/pig/2010/09/06/antigo/?p=23300
CTRL + Clique para seguir o link”>é o que é,  porque o dono é o que é
; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Clique aqui para ver como um eminente colonista (****) do Globo se referiu a Ele. E <a href=”http://www.youtube.com/watch?v=loXcU8DsAQM&#8221; target=”_blank” title=”http://www.youtube.com/watch?v=loXcU8DsAQM
CTRL + Clique para seguir o link”>aqui
para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(****) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Fonte: Carta O BERRO (Via Email)
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Autor:

Sou servidora técnica da UFG, educadora, radialista e empreendedora social. Minha missão é construir meu caminho feliz, simples e ético, e dar minha contribuição por um mundo mais acolhedor e justo a partir da inovação, trabalho e humanidades. "Paretando", 80% de humanas e 20% encantada com os números, essa abstração inquietante. Mais em michelycoutinho.com.br.

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