Publicado em Blog, Educação

Projeto Future-se 2019

Ao invés de trabalhar para resolver os problemas e as áreas deficitárias no Brasil, o atual governo foca na polêmica (cortina de fumaça) e no ataque ao que dá certo no Brasil. Cerca de 90% da pesquisa e inovação no Brasil é pública, realizada pelas universidades federais. Ao invés de resolver o problema da educação básica, ele ataca a educação que dá certo. A apresentação do MEC do Future-se foi na melhor performance da apresentação de investimentos na Bolsa de Valores. O apresentador, banqueiro ou investidor. Analogias irreais com o futebol. Cada um no seu quadrado? Não. O país está à venda. Da Previdência à Educação, querem que tudo seja administrado por bancos. Ainda chamaram de “capitalismo social”. De social, nada. O foco é tão somente lucro e dinheiro. Apenas. Melhor nome para o governo é Medieve-se. O pior, o fundo do poço está longe. (COUTINHO, 17/07/2019)

► Convite do ministro: https://youtu.be/175nxoYgJrY

► Apresentação do Future-se pelo MEC em 17/07/2019:
https://www.facebook.com/ministeriodaeducacao/videos/626915377799667/

► Projeto de Lei Future-se CLIQUE AQUI!

► Carta de Vitória, Análise da Andifes CLIQUE AQUI!

► Reportagem com docentes da UFG para o Jornal Opção, com Edward Madureira, Nelson Amaral e Flávio Silva
https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/future-se-197871/
(Link alternativo: https://michelycoutinho.com.br/2019/07/29/3023/)

ANÁLISES:

► O QUE VEM NA DESTRUIÇÃO DAS UNIVERSIDADES E INSTITUTOS FEDERAIS
1. Fim do FIES; financiamento pelo mercado;
2. Autonomia das universidades para captação de recursos e gastos;
3. Mensalidades pagas por faixa de renda;
4. Parcerias público-privadas (PPP), uma disfarce para a privatização;
5. Plano de carreira diferenciados para professores contratados sem concurso, que poderão ganhar bem mais que os concursados;
6. Incentivo para os concursados entrarem nesse plano de carreira à parte (estímulo á adesão e abandono do atual plano de carreira de concursados);
7. Fim das comissões representativas e decisórias; tudo será decidido por uma comissão universitária nomeada pela PPP, formada por gestores da iniciativa privada;
8. Reitorias formadas por gestores sem necessariamente serem professores;
9. Para a grande “reforma”, nomeação de juntas de governança nomeadas pelo Presidente da república;
10. Fechamento de cursos deficitários e fomento aos que atraem o mercado, tudo decidido e incentivado pelo gestores que aderirem ao plano do governo;
11. Fechamento, fusão ou venda de algumas universidades;
12. Congelamento dos salários de docentes e técnicos;incentivo à demissão voluntária;
13. Demissão por justa causa de concursados, por “falta de desempenho”;
14. Criação dos centros de excelência ( 10 universidades ou um pouco mais, que continuarão a receber recursos do governo, mas atrelados à lógica do mercado);
15. Esmaecimento a pesquisa básica;
16. Reformulação total dos regimentos internos das universidades, com endurecimento de regras de conduta e tribunais inquisidores;
17. Venda do patrimônio ou consignação por 30 a 50 anos de fazendas, prédios, terrenos etc das universidades;
18. Estimativa de aproximadamente 50% dos docentes e técnicos apoiarão a “reforma”;
19. Aumento das tensões e cisões nos departamentos, com perseguição, enlouquecimento e adoecimento de uma parte dos docentes;
20. Aparecimento de uma casta de funcionários composta por adesistas de primeira hora, camaleões de guarda-pó, vira-casacas e os novos contratados;
21. Contratação de professores e pesquisadores de outros países;
22. Aparecimento das Universidades Internacionais (não confundir com o modelo da U. Patrício Lumumba; ao contrário, vide a George Soros na Hungria);
23. Observem que muita gente que se diz “progressista”, vai sair do armário e se assumir como carreirista.
Tem mais. Depois escrevo.
Prof Renato Dagnino da Unicamp

► Notícias de Brasília sobre o projeto do MEC para as Universidades Federais.

“Em reunião de mais três horas no Ministério da Educação, os reitores das universidades federais ouviram as linhas gerais do projeto que o governo Bolsonaro promete para a “libertação” das instituições, nas palavras do próprio ministro Abraham Weintraub. Ele, aliás, ficou menos de 40 minutos no auditório. Depois, tuitou sobre temas nada relacionados ao assunto.
Nomeado de Future-se, o projeto do governo foi apresentado pelo secretário de ensino superior do MEC, Arnaldo Lima, e por Ariosto Antunes, secretário de educação tecnológica do ministério. Não foi distribuído nenhum documento aos dirigentes universitários. Em linhas gerais, o projeto – que entrará em consulta pública até 31 de julho – pretende reduzir os repasses federais com o custeio das universidades, criando, em troca, um mecanismo de captação de recursos pelas Instituições Federais de Ensino. O dispositivo depende da aprovação de um projeto de lei.
O Future-se será sustentado por um fundo soberano do conhecimento, privado, negociado em Bolsa, e multimercado. Os recursos iniciais viriam da alienação ou concessão de patrimônio da União, espalhado pelo país. O dinheiro ainda não existe. MEC diz que governo estima em R$ 50 bilhões a captação feita desta forma. As universidades submeteriam projetos para concorrer ao dinheiro.
Para disputar as verbas, as universidades precisam investir nos seguintes eixos: gestão, governança e empreendendorismo; pesquisa e inovação e internacionalização.
Representantes do MEC também querem implantar o modelo de Organizações Sociais (OS) para cuidar de serviços como limpeza e segurança. Neste caso, as verbas não vão contar para efeito do teto constitucional de gastos públicos. Um ato normativo sobre o tema deve ser publicado até fim de agosto.
Ainda no início da reunião, estudantes e representantes do Andes foram até a porta do ministério para protestar contra o projeto. Mas policiais militares reprimiram a manifestação com agressões e spray de pimenta. Após a apresentação no MEC, reitores foram até a sede da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) para avaliar o projeto.”
Lamento saber da ausência de um documento escrito sobre as medidas e penso que o projeto deva ser debatido em todas as instâncias das universidades, antes de aderir ou de recusar o Future-se. Nunca o setor jurídico e de planejamento das IFEs foi tão importante.
Vejo aí a criação de centros de excelência, o mal fadado sonho de FHC, em detrimento da expansão do ensino, pesquisa e sua interiorização. Veremos…

SINT Futurese Card Explicativo

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Autor:

Sou Michely Coutinho e minha missão é conectar pessoas e conhecimentos, construindo minha jornada feliz, simples e ética, e dando minha contribuição para um mundo mais acolhedor e justo, a partir do amor cristão e da ciência ("paretando", 80% humanas e 20% exatas). Simples assim! =)

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