Publicado em Administração Pública, Direito, Direito Administrativo

Maria Sylvia Zanella Di Pietro em Goiânia

#direito #administraçãopública | Excelente aula com a Profa. Dra. Maria Sylvia Zanella Di Pietro, professora titular de Direito Administrativo da USP e agora professora colaboradora do novo Mestrado Profissional em Direito e Políticas Públicas da UFG.

A aula magna inaugural teve o tema “Direito Administrativo e efetividade das políticas públicas: o que precisamos melhorar na experiência brasileira”.

Ao final de sua fala, quando a palavra foi aberta aos presentes, questionei a existência das OSs (organizações sociais) na administração pública em Goiás, sobretudo diante das denúncias de desvio, diminuição dos atendimentos e apadrinhamento de funcionários sem concursos. Maria Sylvia foi assertiva e relembrou que, ainda na elaboração desse modelo por Bresser Pereira, quando da Reforma do Estado (MARE), se posicionou contrariamente.

A propósito, Bresser Pereira em 2017 fez a devida mea culpa.

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Publicado em Administração Pública, Servidor Público

Servidor pode pedir transferência para cuidar de parente

O servidor público civil dos quadros da União pode pedir remoção para outra localidade, independentemente do interesse da Administração, por motivo da própria saúde ou da do cônjuge, companheiro ou dependente que conste no seu assento funcional. Com este entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou sentença que concedeu a remoção de um agente da Polícia Federal do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Na Ação Ordinária que moveu contra a União, por ter o pedido negado na via administrativa, o agente disse que precisava voltar à capital gaúcha para cuidar da mãe, pois é filho único. Além de ser sua dependente econômica, ela sofre do mal-de-alzheimer.

O juízo substituto da 6ª Vara Federal de Porto Alegre disse, na sentença, que a idosa poderia ser tratada em qualquer cidade que tenha médico neurologista, o que não acarretaria prejuízos para ela. Poderia até mesmo residir em Guarulhos (SP). Contudo, entendeu que submeter à mudança uma mulher de 81 anos, fragilizada pela doença, seria atitude por demais gravosa.

Além disso, a juíza Daniela Cristina de Oliveira Pertile afirmou que a remoção de servidor público, numa situação de doença, tem previsão expressa na Lei 8.112/1990, artigo 36, parágrafo único, inciso III.

‘‘O disposto no parágrafo único, inciso III, letras ‘a’ e ‘b’ da norma referida, concretiza, no plano infraconstitucional, a proteção à unidade familiar garantida pelo artigo 226, caput, da Carta Política (artigo 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado), possibilitando que os cônjuges e familiares, servidores públicos, não sejam afastados em decorrência da necessidade de remoção de um deles, por interesse da Administração’’, escreveu na sentença.

Na visão da juíza, se a Junta Médica entendeu que a remoção do servidor é recomendável, face à condição de saúde da sua mãe, encontra-se cumprida a condição do artigo 36, inciso III, ‘‘c’’, da Lei 8.112/1990.

Notícia retirada do Portal do Servidor Federal: http://www.servidorfederal.com/2014/02/servidor-pode-pedir-transferencia-para.html#ixzz2sCct1QyN